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Recuperar Ransomware: Especialistas em Descriptografia

Infraestrutura criptografada? Atuamos em servidores, VMs ESXi/Hyper-V e NAS sem pagamento de resgate — diagnóstico gratuito e atendimento emergencial 24×7. Atendimento Emergencial 24/7 | +20 Anos em Forense Digital | ⭐⭐⭐⭐⭐ 4,9/5,0

Atendemos todo Brasil via Sedex ou recuperação remota.

Seu Ambiente foi Atacado por Ransomware e Está com Problemas?

Arquivos com Extensão Desconhecida

Todos os arquivos foram renomeados com extensão incomum e uma nota de resgate aparece em cada pasta — sinal de criptografia completa em andamento ou concluída.

Banco de Dados Criptografado

SQL Server, Oracle ou MySQL retorna erro ao conectar — os arquivos de dados (.mdf, .ldf, tablespaces) foram cifrados antes de o ataque ser detectado.

Servidores e Máquinas Virtuais Inacessíveis

Datastores VMware ESXi, Ambientes Hyper-V ou Proxmox criptografados — VMs não inicializam, datastores ficam offline e o ambiente inteiro de virtualização para simultaneamente.

Backup também foi Criptografado

O ataque alcançou os backups locais ou conectados à rede antes da detecção — sem cópia offsite íntegra, a engenharia forense é a única alternativa ao pagamento.

NAS QNAP ou Synology Criptografado

Volumes do NAS ficam inacessíveis após ataque DeadBolt, eCh0raix ou variante similar — arquivos renomeados e compartilhamentos de rede deixam de responder.

Nota de Resgate sem Retorno dos Atacantes

O resgate foi pago mas a chave não foi entregue, a chave entregue não funciona ou o descriptografador fornecido corrompeu arquivos adicionais.

O que é Recuperação de Ransomware?

A recuperação de ransomware exige domínio de engenharia reversa de criptografia, análise forense de logs voláteis e reconstrução de volumes afetados em múltiplas camadas — servidores, máquinas virtuais ESXi e Hyper-V e unidades NAS QNAP e Synology. Pagar o resgate não garante recebimento da chave nem integridade dos dados — e a decisão de desligar ou manter os servidores ligados nos primeiros minutos pode determinar se a recuperação será possível.

Se a infraestrutura foi invadida, desconecte os sistemas da rede imediatamente mas não desligue abruptamente: processos voláteis e logs ativos em memória RAM podem conter fragmentos da chave de criptografia ou rastros do vetor de entrada — e são destruídos permanentemente com o desligamento forçado. Cada ação incorreta nesse momento reduz as chances de recuperação de ransomware.

A E-Recovery aplica metodologia forense para contornar a criptografia e reconstruir volumes afetados — extraindo dados de camadas de blocos, snapshots remanescentes e bancos SQL Server e Oracle que o malware não conseguiu processar completamente. Trabalhamos exclusivamente sobre clones forenses, preservando a prova digital e garantindo sigilo total sob normas de LGPD — com diagnóstico gratuito em até 48 horas e atendimento emergencial 24×7.

⚠️ A Verdade Sobre a "Descriptografia Garantida"

No mercado de recuperação de dados, existem promessas que desafiam a matemática e a segurança digital. Se você recebeu uma proposta garantindo 100% de descriptografia dos seus arquivos sem apresentar riscos, cuidado.

Uma investigação internacional publicada pelo jornal britânico The Guardian e pela agência ProPublica revelou o “segredo” de muitas empresas que prometem milagres: elas atuam secretamente como intermediárias de criminosos, pagando o resgate pelas costas do cliente.

A Realidade Técnica

A criptografia utilizada por ransomwares modernos (geralmente AES ou RSA) é o padrão global de segurança. Quebrá-la sem a chave é matematicamente inviável. Quem promete isso está, na verdade, ocultando a negociação com os criminosos ou utilizando ferramentas públicas — práticas que a E-Recovery não adota.

A Postura da E-Recovery

Nós trabalhamos com Engenharia de Dados, não com mágica. Nossa abordagem técnica consiste em varrer sistemas em busca de falhas na execução do ataque, arquivos gerados, backups ocultos (Shadow Copies) ou pontos técnicos que o ransomware não conseguiu destruir. Se os seus dados forem tecnicamente irrecuperáveis, nós lhe diremos a verdade.

REFERÊNCIAS:

1. The Guardian (Reino Unido) – Título: The secret trick used by firms helping cyberhacking victims: pay the ransom (O truque secreto usado por empresas que ajudam vítimas de ciberataques: pagar o resgate).

https://www.theguardian.com/technology/2019/may/15/ransomware-samsam-payments-bitcoin-scam

2. ProPublica (EUA) – Título: The Trade Secret: Firms That Promised High-Tech Ransomware Solutions Almost Always Just Pay the Hackers (O Segredo Comercial: Empresas que Prometiam Soluções de Ransomware de Alta Tecnologia Quase Sempre Apenas Pagam os Hackers)

Link: https://features.propublica.org/ransomware/ransomware-attack-data-recovery-firms-paying-hackers/

Não tente formatar. Fale com especialistas agora mesmo!

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Cenários Críticos e a Corrida Contra o Relógio

Um ataque de ransomware é o desastre de dados mais devastador que uma organização pode enfrentar. Cibercriminosos invadem sua infraestrutura (Servidores, Storage SAN ou NAS) e utilizam algoritmos de criptografia de alto nível para sequestrar ativos vitais: bancos de dados, máquinas virtuais e documentos estratégicos.

A boa notícia é que a recuperação forense é possível em grande parte dos casos. Variantes modernas frequentemente cometem erros ou deixam rastros durante o processo de cifragem. A recuperação torna-se, então, uma corrida contra o tempo para resgatar blocos de dados originais antes que sejam sobrescritos pelo sistema operacional.

⚠️ Protocolo de Emergência: O que fazer AGORA

Se a sua empresa foi atingida, siga estas diretrizes imediatamente para maximizar as chances de recuperação:

1. Desligue o Servidor ou Storage Imediatamente

Este é o passo mais crítico. Desconecte o equipamento da energia e da rede. Em sistemas modernos (SSD, Storages SAN, NAS, VMware), processos automáticos como o TRIM e o UNMAP rodam em segundo plano para “limpar o lixo” do disco. Como o ransomware deleta o arquivo original após criptografá-lo, o sistema entende que aquele espaço está livre e começa a apagá-lo fisicamente. Desligar o hardware é a única forma de interromper essa destruição definitiva.

2. Não execute Antivírus ou Ferramentas de Limpeza

Sua primeira reação pode ser tentar “remover o vírus”. Não faça isso. Softwares de segurança podem identificar os arquivos criptografados (ex: .locked, .esxi) como ameaças e deletá-los ou movê-los para quarentena. Se os originais já foram afetados pelo TRIM, perder os arquivos criptografados significa perder a última chance de análise para engenharia reversa.

3. Não Pague o Resgate sem uma Avaliação Técnica

Pagar o resgate é uma aposta de alto risco: criminosos podem não enviar a chave, enviar chaves corrompidas ou utilizar o valor para financiar ataques ainda mais agressivos. Antes de qualquer negociação, é essencial uma avaliação forense para determinar se os dados podem ser recuperados tecnicamente — o que ocorre com frequência em ataques como Qlocker, ESXiArgs e outras variantes com falhas de implementação.

Recuperar Ransomware: Conheça os Tipos de Ataque

Veja os tipos mais comuns de ataques de ransomware que afetam empresas, servidores, NAS e computadores. Em muitos desses casos, é possível recuperar os dados criptografados mesmo sem pagar resgate, utilizando técnicas forenses avançadas, análise de variantes e reconstrução de arquivos danificados.

Seu NAS (QNAP, Synology, Asustor) foi atacado? Arquivos movidos para .7z (Qlocker) ou criptografados? NÃO PAGUE O RESGATE! Desligue o NAS da rede imediatamente. Somos especialistas em reverter ataques Qlocker e DeadBolt.

O seu NAS (Network Attached Storage) foi vítima de um ataque e está apresentando algum destes sintomas?

🔒 Arquivos criptografados — Todos os seus arquivos (fotos, documentos, backups) foram renomeados com uma extensão estranha (.ech0raix, .deadbolt, ou .[NOME_DO_VIRUS]).

🔐 Arquivos .7z (Qlocker) — O ataque mais comum em QNAP. Todos os arquivos sumiram e foram substituídos por arquivos .7z protegidos por senha.

📄 ransom.txt — Você encontra um bilhete de resgate (!!!README.txt ou similar) em todas as pastas.

🖥️ Interface do NAS alterada — A tela de login do QNAP ou Synology foi trocada pela tela de resgate do hacker (comum no DeadBolt).

Entendendo o Ataque de Ransomware em NAS (O Ataque ao Ponto Fraco)

Ataques a NAS são devastadores. Hackers exploram vulnerabilidades do QNAP, Synology e Asustor para invadir o sistema, criptografar arquivos e apagar as versões originais. No caso do Qlocker, por exemplo:

  • O vírus move o arquivo (foto.jpg) para dentro de um arquivo .7z protegido
  • Apaga o arquivo original
  • E deixa apenas a versão “sequestrada”

A recuperação depende de encontrar esses arquivos originais deletados antes que o sistema os sobrescreva.

⚠️ A Regra de Ouro: Desligue o NAS da Energia Imediatamente!

  • Não rode antivírus.
  • Não delete nada.
  • Não tente renomear arquivos.
  • NÃO FORMATE.
  • NÃO PAGUE RESGATE antes de falar conosco.

Sistemas modernos (EXT4, Btrfs) executam TRIM/UNMAP em segundo plano, apagando fisicamente blocos onde os arquivos deletados estavam. Desligar o NAS é a única forma de parar essa destruição.

Perguntas Frequentes (FAQ): Recuperação de Ransomware em NAS

  1. O que é o Qlocker?
    É um ataque contra QNAP que move os arquivos para dentro de .7z com senha e deleta os originais. A recuperação foca em “des-deletar” os arquivos.

  2. O que é DeadBolt e eCh0raix?
    São ransomwares que criptografam arquivos. A estratégia de recuperação continua sendo localizar arquivos originais antes da criptografia, que geralmente foram apagados.

  3. Posso recuperar sem pagar resgate?
    Sim. Nossa engenharia não atua na criptografia em si, mas na recuperação dos arquivos originais deletados pelo malware — muitas vezes com sucesso total.”

  4. Como a E-Recovery recupera um NAS atacado?
    • Isolamento imediato usando write-blocker
    • Clonagem e remontagem virtual do RAID (RAID 5, 6, 10, SHR, ZFS etc.)
    • Análise forense do EXT4/Btrfs
    • Recuperação de arquivos deletados via file carving
    • Extração de arquivos intactos para nova mídia segura

Seu Servidor Windows, Hyper-V ou host ESXi foi criptografado? Não tente reiniciar! Somos especialistas em recuperar Datastores, Máquinas Virtuais e Bancos de Dados atacados.

O seu ambiente de servidor foi vítima de um ataque e está apresentando estes sintomas?

🔒 VMs Criptografadas – As suas Máquinas Virtuais (arquivos .VMDK, .VHDX) foram renomeadas com uma extensão de ransomware (.lockbit, .esxi, .royal, entre outros).

🗃️ Banco de Dados Parado – O SQL Server ou Oracle parou de funcionar, e os arquivos de dados (.MDF, .LDF) foram criptografados.

📝 Bilhete de Resgate na Raiz – Você encontra arquivos de texto (README.txt) no C:, D:, E: ou nos Datastores do ESXi.

🛑 Acesso Remoto Invadido (RDP) – O ataque ocorreu após exploração de falha no RDP, VPN ou firewall vulnerável.

Entendendo o Ataque a Servidores (O Alvo de Alto Valor)

Servidores são o alvo preferido dos grupos de ransomware. Os ataques são diretos, silenciosos e projetados para derrubar toda a operação de uma empresa:

  • Ataque ao Hipervisor – O invasor acessa o VMware ESXi ou o Hyper-V e criptografa os discos virtuais de todas as VMs, derrubando todos os servidores de uma vez.
  • Ataque ao Banco de Dados – O serviço SQL é parado e os arquivos .MDF/.LDF são criptografados.
  • Criptografia Parcial – Como arquivos de VMs e bancos são gigantes (vários terabytes), o malware aplica apenas criptografia parcial (intermitente) para agilizar o ataque. Isso cria pontos não criptografados, que permitem recuperação forense.

⚠️ A Regra de Ouro: Desligue o Servidor e o Storage Imediatamente!

  • Não reinicie o servidor – Muitos ransomwares têm scripts que continuam a criptografia ao reiniciar.
  • Não rode antivírus – Ele pode apagar arquivos criptografados que ainda são recuperáveis.
  • Desligue o storage SAN/NAS – Isso interrompe o TRIM/UNMAP, que pode apagar fisicamente os dados originais deletados pelo vírus.

Perguntas Frequentes (FAQ): Recuperação de Ransomware em Servidores

  1. O vírus criptografou meus arquivos .VMDK (VMware) ou .VHDX (Hyper-V). Tem solução?
    Sim. Muitas variantes (como ESXiArgs) fazem criptografia parcial. Reconstruímos o cabeçalho do disco e recuperamos o sistema de arquivos interno da VM.

  2. Meus backups (Veeam, Shadow Copies, Windows Backup) foram apagados. E agora?
    Os hackers normalmente fazem uma “deleção rápida”. Usamos técnicas forenses para recuperar arquivos .VBK, .VIB, snapshots e versões anteriores da área livre do disco.

  3. É possível recuperar um Banco de Dados SQL (.MDF) criptografado?
    Sim. Em arquivos grandes, a criptografia costuma ser parcial. Recuperamos páginas de dados íntegras e reconstruímos um banco funcional.

  4. Como a E-Recovery recupera um servidor atacado?
    Clonagem Completa – Clonamos discos do servidor e do storage usando bloqueadores de escrita.
    Análise da Criptografia – Identificamos a variante e o padrão de ataque.
    Recuperação Forense:
    Deleção: recuperamos os arquivos originais deletados antes da criptografia.
    Reparo: reconstruímos estruturas internas de VMDK, VHDX, MDF e outros.
    Extração e Validação – Exportamos os dados limpos e verificamos integridade.

Seu Datastore VMFS está “Offline”, “Inacessível” ou “Corrompido”? Suas VMs (.VMDK) sumiram? Não tente “recriar” o datastore! Somos especialistas forenses em reconstrução de VMFS e recuperação de Máquinas Virtuais.

O seu ambiente VMware (ESXi, vSphere, vSAN) está apresentando algum destes sintomas?

🚫 Datastore VMFS Inacessível – O host ESXi não detecta mais o Datastore. Ele aparece como “Inactive”, “Inacessível” ou simplesmente desapareceu da lista.

📂 Arquivos .VMDK / -flat.vmdk Sumiram – A pasta do datastore está vazia ou faltam os arquivos principais da VM, como .vmdk, -flat.vmdk ou .delta.vmdk.

💾 Datastore “RAW” (Pede Formatação) – O LUN é reconhecido como “RAW” ou “Não formatado”, e o vSphere oferece para formatar com VMFS novamente.

VM Corrompida ou Órfã – A VM não inicia e exibe erros como “Arquivo não encontrado”, “Disco corrompido” ou “Snapshot chain broken”.

Entendendo a Falha do Datastore VMFS (A Dupla Camada)

A perda de um Datastore VMFS é quase sempre a soma de duas falhas:

  • Camada de Hardware (RAID/Storage) – O RAID 5 perde dois discos, o RAID 6 perde três, uma LUN iSCSI/FC caiu, ou um pool ZFS/SHR foi corrompido.
  • Camada Lógica (VMFS) – Mesmo que o RAID seja restaurado, os metadados do VMFS podem estar corrompidos, impedindo o acesso aos arquivos internos.

Os arquivos .VMDK ficam distribuídos entre os discos do RAID e armazenados dentro de um sistema de arquivos especializado (VMFS). Quando ambas as camadas falham, o acesso às VMs se perde completamente.

⚠️ A Regra de Ouro: Não Tente “Recriar” o Datastore!

  • Não formate o LUN no vSphere/vCenter.
  • Não crie um Datastore novo no mesmo volume.
  • Não rode ferramentas como vmfs-tools em um volume instável.

Criar um novo Datastore apaga o “mapa” do VMFS original — os metadados — e destrói os ponteiros para todos os arquivos .VMDK. Isso reduz drasticamente (às vezes zera) as chances de recuperação.

Perguntas Frequentes (FAQ): Recuperação de VMware (VMFS)

  1. O RAID 5/6 do meu servidor falhou. A recuperação das VMs é diferente de recuperar arquivos comuns?
    Sim. Em VMware, o objetivo não é recuperar arquivos simples, mas reconstruir cada VM inteira e funcional, incluindo .vmdk, -flat.vmdk, arquivos delta (snapshots) e .vmx.

  2. O que é o arquivo “-flat.vmdk” e por que ele é crítico?
    O .vmdk que aparece no VMware é apenas um descritor (um arquivo de texto). O arquivo real do disco da VM — onde estão C:, D:, bancos, aplicações — é o NomeDaVM-flat.vmdk, um arquivo gigante que precisa ser recuperado sem fragmentação.

  3. O vSphere está oferecendo “Criar Novo Datastore”. Posso aceitar?
    Não! Nunca!
    Essa ação formata o LUN e remove os metadados VMFS restantes. Mesmo que os dados físicos ainda existam, localizar e reconstruir os arquivos .vmdk se torna quase impossível.

  4. Como a E-Recovery recupera VMs VMware?
    Nosso processo é dividido em múltiplas camadas:

    Clonagem Completa – Clonamos todos os discos do servidor ou storage com write-blocker.
    Reconstrução do RAID (Camada 1) – Recriamos virtualmente o RAID original (Dell PERC, HPE Smart Array, LSI, SHR, ZFS etc.).
    Reparo do VMFS (Camada 2) – Escaneamos e reconstruímos os metadados do VMFS usando ferramentas forenses especializadas.
    Extração das VMs – Recuperamos arquivos .vmdk, -flat.vmdk, snapshots e .vmx íntegros, prontos para serem importados em um novo host.

Seu PC (Windows ou Mac) foi atacado? Seus arquivos (.JPG, .DOCX, .XLSX) foram renomeados? Desligue o computador agora! A recuperação depende de interromper o comando TRIM do SSD o quanto antes.

O seu PC ou notebook foi vítima de um ataque e apresenta algum destes sintomas?

🔒 Arquivos Renomeados – Todos os seus arquivos pessoais (documentos, fotos, planilhas) ganharam uma extensão estranha (ex.: .djvu, .lockbit, .locked, .faust, .readme).

📄 Bilhete de Resgate (ransom.txt) – Arquivos como !!!README.txt aparecem em todas as pastas, exigindo pagamento em Bitcoin.

🖼️ Papel de Parede Alterado – A área de trabalho exibe uma imagem de aviso ou ameaça de resgate.

🚫 Arquivos Não Abrem – Nenhum arquivo pessoal abre mais; todos parecem corrompidos.

Entendendo o Ataque em PCs (A Corrida Contra o TRIM do SSD)

Esse é o ransomware mais comum em computadores domésticos e notebooks corporativos. Ele se espalha por phishing, downloads suspeitos ou programas piratas. A sequência típica é:

  • O O vírus copia o arquivo original (ex.: foto.jpg).
  • Cria uma versão criptografada (foto.jpg.djvu).
  • Deleta o arquivo original (foto.jpg).

A única chance de recuperação está em recuperar esses arquivos deletados.
Mas existe um problema crítico:

  • HDs comuns (disco rígido): Arquivos deletados permanecem fisicamente no disco → alta chance de recuperação.
  • SSDs modernos: O comando TRIM apaga fisicamente os blocos deletados → e isso acontece rapidamente, em segundos ou minutos.

Por isso, a velocidade com que o computador é desligado após o ataque define se os dados ainda existem.

⚠️ A Regra de Ouro: Desligue o PC da Energia Imediatamente!

  • Segure o botão Power até desligar.
  • Não use o menu do Windows.
  • Não rode antivírus, Malwarebytes nem “ferramentas de descriptografia”.
  • Não pague o resgate sem falar conosco.
  • Não continue usando o computador.

Somente desligar à força impede que o Windows envie novos comandos TRIM, aumentando drasticamente a chance de recuperar os arquivos originais.

Perguntas Frequentes (FAQ): Recuperação de Ransomware em PC/Desktop

  1. É possível recuperar meus dados sem pagar o resgate?
    Sim. A recuperação não envolve quebrar a criptografia, mas restaurar os arquivos originais que foram deletados.

  2. O que é o vírus STOP/Djvu (extensões .djvu, .promos, .gero, etc.)?
    É o ransomware mais comum no mundo para PCs domésticos. Ele criptografa e deleta os originais, mas geralmente deixa espaço para recuperação forense.

  3. Meu PC tem SSD. O TRIM já destruiu meus arquivos?
    Depende de quanto tempo o computador permaneceu ligado após o ataque.
    • Se desligou imediatamente → boas chances.
    • Se continuou usando por horas/dias → chances reduzidas, mas não necessariamente nulas.

  4. Como a E-Recovery recupera um PC atacado por ransomware?

    Isolamento Imediato: Conectamos o seu disco a um write-blocker forense, impedindo novos TRIMs.
    Clonagem Bit-a-Bit: Criamos uma cópia exata do seu disco (HD/SSD).
    Análise Forense (File Carving): Escavamos o espaço livre do NTFS para localizar arquivos originais (.JPG, .DOCX, .XLSX, .PDF).
    Recuperação (HD): Altíssima taxa de sucesso, pois arquivos apagados não são destruídos fisicamente.
    Recuperação (SSD): Se o TRIM não rodou, recuperamos a maior parte dos dados.
    Extração: Entregamos os arquivos recuperados, intactos, em mídia segura.

Seus arquivos foram renomeados (ex.: .locked), mas parecem ter o mesmo tamanho ou ainda “pesam” corretamente? Não rode o antivírus! Quando o ransomware falha, os arquivos permanecem intactos e podem ser recuperados rapidamente.

O seu PC ou servidor está apresentando algum destes sintomas?

🔒 Arquivos Renomeados, Mesmo Tamanho – Todos os arquivos têm extensão de ransomware (ex.: .locked), mas o tamanho permanece igual ao original (ex.: 3.5 MB).

🤔 Ataque Interrompido – O antivírus matou o processo do ransomware, você desligou a máquina no meio ou o vírus falhou sozinho, deixando arquivos apenas renomeados.

Arquivos “Corrompidos” Que Não Abrem – Ao tentar abrir (foto.jpg.locked), o erro é de “tipo inválido”, e não de “arquivo criptografado” — forte sinal de que o conteúdo ainda está intacto.

Entendendo o Ataque de Ransomware “Bugado” ou Incompleto

Ransomware é um software — e softwares falham. Quando o script do hacker trava, é interrompido ou foi mal programado, o ataque não se completa. O processo típico de um ataque falho é:

  • O vírus renomeia o arquivo (foto.jpg → foto.jpg.locked)
  • O script trava, é interrompido ou falha
  • O arquivo nunca chega a ser criptografado

Resultado: milhares de arquivos intactos, apenas renomeados. Este é o cenário mais fácil e com maior taxa de sucesso para recuperação.

⚠️ A Regra de Ouro: Não Rode Antivírus, Antimalware ou “Limpadores”!

Antivírus identifica arquivos com extensão .locked, .encrypted, .readme como “resquícios da infecção” e:

  • Deleta os arquivos
  • Ou coloca tudo em quarentena

Se os arquivos estavam intactos, isso destrói a única cópia original possível.

Perguntas Frequentes (FAQ): Recuperação de Ataque Falho

  1. Como saber se meus arquivos estão intactos ou criptografados?
    • Analisamos o cabeçalho de cada arquivo (JPG, DOCX, XLSX, PDF).
    • Arquivos intactos possuem cabeçalhos originais (ex.: FF D8 FF para JPG).
    • Arquivos criptografados têm entropia alta (dados totalmente aleatórios).
    • Damos um diagnóstico preciso: “Intactos” ou “Criptografados”.

  2. Por que o ransomware falhou?
    • Antivírus matou o processo no meio
    • Usuário desligou o PC durante a criptografia
    • Script mal escrito que travou sozinho
    • Falha de permissão ou erro ao acessar certos diretórios

  3. Posso usar um renomeador em massa (Bulk Rename Utility)?
    Não é recomendado.
    • Você pode renomear errado milhares de arquivos
    • Pode sobrescrever dados se estiver no mesmo SSD
    • O TRIM pode ativar enquanto você trabalha e destruir os arquivos deletados pelo vírus

  4. Como a E-Recovery recupera arquivos de ataque falho?

    Isolamento e Clonagem – Conectamos o disco a um write-blocker forense e criamos um clone seguro (sem TRIM).
    Análise de Cabeçalho – Identificamos quais arquivos estão intactos e quais, de fato, foram criptografados.
    Remontagem (RAID/NAS) – Se for servidor, remontamos o RAID/SHR/ZFS antes de agir.
    Renomeação Forense – Usamos scripts forenses para reverter milhares de nomes de arquivos de forma segura, removendo a extensão do vírus e restaurando nomes corretos.

O hacker invadiu seu servidor, NAS ou storage e deletou o volume (LUN, Pool, Datastore)? Desligue o storage imediatamente! A recuperação é uma corrida forense contra o comando UNMAP/TRIM.

O seu ambiente de TI apresenta algum destes sintomas?

👻 Volumes Desapareceram – Ao acessar seu servidor, NAS (Synology/QNAP) ou storage (Dell/HPE), os volumes, pools ou LUNs simplesmente sumiram.

💾 Discos “Não Inicializados” – O Windows Server, VMware ou Linux enxerga os discos, mas os mostra como “Não Alocados”, “Não Inicializados” ou “RAW”.

Sem Bilhete de Resgate – Não há arquivos .locked nem bilhetes de resgate. O ataque é puramente destrutivo; o objetivo é parar sua operação.

🧩 Array “Quebrado” – A controladora RAID (Dell PERC, HPE Smart Array, LSI) pode até exibir o RAID como “Saudável”, mas o volume lógico acima dele (Datastore VMFS, Volume NTFS/ReFS, ZFS Pool, Btrfs Volume) desapareceu.

Entendendo o Ataque de “Deleção de Volume” (Ataque de Terra Arrasada)

Este tipo de ataque ocorre quando o invasor obtém acesso administrativo e executa comandos para destruir o “mapa” lógico dos seus dados:

  • zpool destroy (ZFS / TrueNAS)
  • vgremove (LVM / Proxmox / XenServer)
  • Delete Datastore (VMware ESXi)
  • Delete LUN (Dell, HPE, Lenovo, NetApp)

Os seus dados ainda estão fisicamente nos discos, mas o índice mestre que os organizava foi apagado de propósito.

⚠️ A Regra de Ouro: Desligue o Storage/Servidor da Energia Imediatamente!

A deleção de volume aciona um inimigo perigoso: UNMAP/TRIM.
Enquanto o storage permanece ligado, o sistema operacional e o hipervisor continuam enviando comandos para “limpar” os blocos onde seus dados estavam.

  • TRIM/UNMAP = Apagamento físico dos blocos
  • Desligar = Parar a destruição imediatamente

Não tente recriar o pool, LUN ou datastore. Isso sobrescreve os metadados originais e destrói qualquer chance de recuperação.

Perguntas Frequentes (FAQ): Recuperação de Volume Deletado por Hacker

  1. Por que um hacker apagaria o volume ao invés de pedir resgate?
    • Ataque destrutivo (raiva, sabotagem, ex-funcionário).
    • Ransomware falho: a deleção funcionou, a criptografia não.
    • Ocultação de rastros após roubo de dados.

  2. O que é UNMAP/TRIM e por que é tão perigoso?
    UNMAP/TRIM é um comando enviado pelo servidor ou hipervisor ao storage dizendo: “Aquele espaço do volume deletado pode ser apagado.” SSDs e storages obedecem automaticamente, eliminando fisicamente os blocos. Desligar o equipamento é a única forma de interromper esse processo.

  3. O hacker deletou o LUN no meu storage Dell/HPE. Ainda há recuperação?
    Sim, desde que o UNMAP não tenha rodado por muito tempo.
    Os dados continuam nos discos; é uma recuperação de metadados do LUN.

  4. Como a E-Recovery recupera um volume deletado?

    Isolamento Imediato – Conectamos cada disco em write-blocker para impedir qualquer comando TRIM/UNMAP.
    Clonagem e Remontagem do RAID – Clonamos todos os discos e reconstruímos virtualmente o RAID (RAID 5, RAID 6, RAID 10, ZFS, SHR, Btrfs, etc.).
    Análise Forense dos Metadados – Usamos ferramentas avançadas para localizar uberblocks, headers de VMFS, estruturas LVM e metadados destruídos.
    Reconstrução do Volume – Recriamos o mapa lógico (Pool, LUN ou Datastore) desaparecido.
    Extração – Recuperamos VMs, bancos de dados e arquivos e os entregamos em mídia segura.

Seu banco de dados (SQL Server, MySQL, Oracle) foi criptografado e não “sobe”? Não delete os arquivos .mdf/.ldf/.dbf criptografados. Recuperamos tabelas e registros internos diretamente da estrutura do arquivo.

O seu servidor de banco de dados apresenta algum destes sintomas?

🔒 Arquivos de Dados Bloqueados – Os arquivos do banco (.mdf, .ldf, .dbf, .ibd) foram renomeados com a extensão do vírus (ex: banco.mdf.lockbit).

Serviço SQL Parado – O serviço do banco (SQL Server, MySQL) não inicia mais e exibe erros de “arquivo corrompido”, “cannot open database” ou “access denied”.

📄 Backup .BAK Criptografado – Os arquivos de backup (.bak, .dmp) também foram criptografados pelo ransomware.

Entendendo o Ataque ao Banco de Dados (Criptografia Parcial)

Bancos de dados são alvos estratégicos. Para criptografar um arquivo .mdf ou .dbf, o hacker primeiro derruba o serviço (ex: MSSQLSERVER), liberando o arquivo para escrita. Mas como esses arquivos são enormes, o ransomware usa criptografia parcial:

  • Criptografa apenas o início do arquivo
  • Criptografa blocos espaçados (intermitentes)
  • Criptografa apenas o final do arquivo
  • Mantém grande parte das páginas de dados intactas

Isso significa que o banco está quebrado, mas os dados internos ainda existem.

⚠️ A Regra de Ouro: Não Tente “Attach” o Banco Criptografado!
Se você tentar anexar (Attach) ou restaurar um .mdf criptografado:

  • O SQL Server pode tentar “corrigir” o cabeçalho
  • Páginas de dados podem ser descartadas
  • O dano se torna irreversível

Também não renomeie o arquivo para tentar abri-lo. Apenas o nome mudou; o conteúdo interno está corrompido pela criptografia parcial e precisa de reparo forense.

Perguntas Frequentes (FAQ): Recuperação de Banco de Dados Criptografado

  1. É possível recuperar um arquivo .MDF sem a chave do ransomware?
    Sim. Quando a criptografia é parcial (o mais comum), conseguimos ler e extrair as Data Pages intactas (blocos de 8KB) e reconstruir um novo banco de dados funcional.

  2. Meus backups (.BAK) também foram criptografados. A recuperação ainda é possível?
    Sim. Backups .bak e .dmp também podem ser parcialmente criptografados. Extraímos e restauramos o conteúdo interno que sobreviveu.

  3. Como a E-Recovery recupera um banco de dados atacado?

    Análise da Estrutura – Mapeamos os danos: cabeçalho, GAM/SGAM, PFS, páginas de dados, índices.
    Extração Forense – Lemos páginas que permaneceram intactas e exportamos tabelas e registros diretamente delas.
    Reconstrução do Banco – Criamos um novo banco e reinserimos os dados extraídos, reconstruindo tabelas, índices e relacionamentos.
    Validação – Testamos consistência e integridade antes de entregar.

Como Funciona Nosso Processo Forense de Recuperação de Ransomware

Veja como funciona o processo de análise forense de arquivos criptografados por ransomware, do começo ao fim, com total clareza, precisão técnica e sem surpresas.

Recebemos sua mídia e a isolamos imediatamente em nosso laboratório seguro (offline). Nossos analistas examinam a estrutura da criptografia e o bilhete de resgate para identificar a família do ransomware e verificar se existem chaves de descriptografia públicas ou falhas conhecidas no código do vírus.

Esta é a etapa chave. Realizamos uma varredura profunda de “baixo nível” no disco. Buscamos não apenas por Cópias de Sombra (Shadow Copies) do Windows, mas usamos técnicas de file carving para localizar e reconstruir os arquivos originais que foram deletados pelo vírus antes da criptografia.

Com base na análise forense, apresentamos um laudo transparente detalhando o que é recuperável (arquivos intactos vs. criptografados) e um orçamento fixo. Você saberá exatamente quais são as chances antes de gastar qualquer valor.

Executamos o plano de recuperação, extraindo os dados limpos para uma nova mídia. Todos os arquivos recuperados passam por uma rigorosa verificação de integridade e descontaminação, garantindo que você receba seus dados de volta sem nenhum vestígio do vírus (payload) ativo.

Por que Escolher a E-Recovery para Recuperar Ransoware?

ANÁLISE GRATUITA/URGENTE

Envie os discos do seu servidor, NAS ou computador e receba um diagnóstico completo e sem compromisso em até 48 horas — ou análise emergencial em até 8 horas.

ÓTIMA AVALIAÇÃO

Nota 4,9 de 5,0 no Google comprova a confiança e satisfação de milhares de clientes, com mais de 110 avaliações verificadas, além de 150 depoimentos no site.

CONFIDENCIALIDADE

Garantimos total privacidade e segurança dos seus dados. Emitimos Termo de Confidencialidade (NDA) sempre que solicitado, com padrões de segurança de nível corporativo.

95% TAXA DE SUCESSO

Uma das maiores taxas de sucesso do Brasil. Se não recuperarmos seus dados, você não paga na maioria dos casos (exceto em situações específicas, mediante consulta).

EXPERIÊNCIA

Mais de 20 anos de experiência em TI, com centenas de casos bem-sucedidos de recuperação de dados em sistemas corporativos como NAS e Servidores RAID.

TECNOLOGIA

Utilizamos as ferramentas forenses mais avançadas do mercado, como PC-3000, DeepSpar, UFS Explorer, Magnet Forensics e técnicas proprietárias para maximizar as chances de recuperação.

Não Pague o Resgate Antes de Falar com a E-Recovery!

Em muitos casos documentados o pagamento não resultou na entrega da chave. A engenharia forense pode recuperar dados sem negociação — diagnóstico gratuito em até 48h e atendimento emergencial 24×7.

O que os Clientes Falam da E-Recovery

Grandes empresas confiam na E-Recovery, você também pode confiar!

Workstation with NAS drives and a monitor showing 'RANSOMWARE: FILES ENCRYPTED' and a red lock icon in an industrial lab setting, with server hardware nearby.

Indústria Gráfica de Embalagens em SP

Recuperação de RAID 5 com 7 discos de 2TB, queda de energia

O Problema

Um ataque massivo comprometeu simultaneamente 3 storages NAS QNAP de uma grande indústria gráfica na região metropolitana de São Paulo — 70TB no total de dados críticos.

Os volumes armazenavam matrizes gráficas originais de embalagens para marcas de alimentos e higiene. Sem esses arquivos, a linha de produção pararia completamente.

Outras empresas avaliaram o caso e decretaram perda total. A E-Recovery recusou esse diagnóstico.

A análise hexadecimal profunda das imagens forenses revelou que o malware falhou durante o processo de cifragem — grande parte dos arquivos apresentava criptografia apenas parcial, com blocos de dados originais preservados dentro das estruturas corrompidas.

Desenvolvemos um script proprietário para identificar assinaturas de arquivo válidas dentro dos blocos parcialmente cifrados e reconstruir os arquivos originais a partir dos fragmentos intactos — sem nenhuma negociação ou dependência dos atacantes.

O Resultado

Dados recuperados, operação restabelecida, zero pagamento de resgate. Um caso que o mercado declarou irrecuperável foi resolvido por engenharia forense avançada.

Engineering office labeled Politécnica Engenharia with engineers at desks, multiple monitors showing 3D building models, blueprints, and rolled plans.

Politécnica Engenharia Ltda, São Paulo/SP

Servidor + NAS de backup formatado pelo hacker — Recuperação total

O Problema

Durante o início da pandemia, um ataque de ransomware atingiu o servidor principal da Politécnica Engenharia e em seguida o hacker acessou remotamente o NAS de backup — um dispositivo Lenovo com 4 HDs de 2TB — e o formatou deliberadamente para eliminar qualquer possibilidade de restauração. A empresa ficou completamente paralisada: sem dados ativos, sem backup, sem alternativa aparente. A E-Recovery foi acionada como último recurso.

Os 4 HDs do NAS formatado foram clonados individualmente com bloqueadores de escrita em modo somente leitura — preservando o estado exato das mídias antes de qualquer análise.

Com as imagens forenses protegidas, reconstruímos virtualmente o RAID Linux subjacente e iniciamos a varredura dos setores em busca de metadados EXT4 e XFS remanescentes.

A formatação executada pelo hacker apagou apenas as tabelas de alocação — os blocos de dados originais permaneciam fisicamente intactos nos pratos magnéticos. Localizamos e extraímos as estruturas de diretório e os arquivos ignorando completamente a camada de formatação sobreposta.

O Resultado

Backup recuperado integralmente. Zero pagamento de resgate. Zero perda de dados. Retorno total às operações.

O Cliente

“No final do mês de março, bem no início dos problemas com a Covid-19, iniciamos nossos trabalhos de home office e tivemos o ataque de um ransomware que criptografou todo o nosso servidor e formatou o backup. O Orlando da E-Recovery foi nossa salvação — recuperou o backup com qualidade e dentro do prazo combinado. Recomendo.” — Eng. Marcos Kazuo Moori, Politécnica Engenharia Ltda

Mais de 250 Depoimentos de Clientes Satisfeitos

Com uma avaliação ⭐⭐⭐⭐⭐ de 4.9 / 5.0 em mais de 110 depoimentos no Google, e muitas outras história de sucesso compartilhadas diretamente em nosso site, a satisfação dos nossos clientes fala por si.

Descubra por que tantos confiam em nós para a recuperação de seus dados mais valiosos. Clique no botão abaixo e veja porque a E-Recovery é empresa com melhor reputação do mercado.

Recuperar Ransomware - FAQ

Aqui respondemos às dúvidas mais comuns de nossos clientes para que você se sinta seguro e bem-informado durante todo o processo de recuperação de dados de ransomware. Se a sua dúvida for outra, entre em contato com nossa equipe de atendimento.

Desligue o servidor, storage ou NAS da energia e da rede imediatamente. Não reinicie, não rode antivírus e não tente abrir os arquivos criptografados. Em sistemas com SSD, NAS e VMware, processos automáticos de TRIM e UNMAP apagam fisicamente os blocos liberados pelo ransomware em segundo plano. Desligar o hardware é a única forma de interromper essa destruição e preservar as chances de recuperação de ransomware.

Sim — em grande parte dos casos. A recuperação de ransomware é viável quando variantes modernas cometem erros durante a cifragem, aplicam criptografia parcial em arquivos grandes como VMs e bancos de dados, ou deixam arquivos originais deletados recuperáveis antes que o TRIM os apague fisicamente. Nossa engenharia forense atua exatamente nesses pontos — sem negociação com atacantes.

Não. Criminosos podem não enviar a chave após o pagamento, enviar chaves corrompidas ou ferramentas de descriptografia que danificam os arquivos. Antes de qualquer decisão financeira, uma avaliação forense determina se a recuperação de ransomware é tecnicamente viável — o que ocorre com frequência e elimina a necessidade de pagamento.

Para cifrar arquivos gigantes — discos virtuais .VMDK ou bancos SQL de terabytes — o ransomware aplica cifragem apenas nos primeiros blocos para agilizar o ataque. Os blocos restantes permanecem intactos. Nossa engenharia identifica os limites exatos da criptografia e reconstrói os arquivos a partir dos fragmentos não cifrados — sem precisar da chave dos atacantes.

Sim. A recuperação de ransomware Qlocker não foca em quebrar a senha do .7z — foca em recuperar os arquivos originais deletados antes que o TRIM os apague fisicamente. Quanto mais rápido o NAS for desligado após o ataque, maiores as chances de recuperação total sem pagamento de resgate.

Sim. Em muitos casos, o ESXiArgs aplica criptografia parcial nos arquivos .VMDK — cifrando apenas os primeiros megabytes do cabeçalho. Se este for o caso, nossa engenharia de recuperação de ransomware em VMware reconstrói o cabeçalho do disco virtual e recupera o sistema de arquivos interno da VM sem depender da chave dos atacantes.

Sim. Hackers geralmente executam deleção rápida — não formatação profunda. Arquivos Veeam (.VBK, .VIB), Shadow Copies e snapshots deletados deixam os blocos fisicamente intactos nas mídias. Se este o caso, muitas vezes nossa engenharia forense recupera esses arquivos da área livre do disco — como no caso da Politécnica Engenharia, onde o NAS de backup formatado pelo hacker foi recuperado integralmente.

Para casos corporativos em urgência, o diagnóstico técnico completo — identificando a variante, o padrão de ataque e as chances reais de recuperação de ransomware — em muitos casos é emitido em poucas horas após a entrada do equipamento em laboratório. Atendimento 24/7, inclusive fins de semana e feriados.

Apenas os discos — não é necessário enviar servidor, gavetas ou controladora. Antes de remover, fotografe e numere a ordem exata de cada unidade. Orientamos todo o processo de embalagem e envio seguro pelos Correios ou transportadora de qualquer cidade do Brasil.

Sim, em todos os atendimentos. Incidentes de ransomware envolvem dados estratégicos e risco regulatório. Fornecemos NDA padrão assinável digitalmente antes do envio dos discos. Se sua empresa tiver modelo próprio de compliance, avaliamos e assinamos de imediato.

Diferente de outros serviços de recuperação de dados, casos de ransomware exigem análise forense profunda antes de qualquer conclusão — independentemente do resultado final. Por isso, nossa política prevê uma taxa de avaliação técnica e, em casos onde a recuperação não é possível, uma taxa de insucesso proporcional ao trabalho realizado. Os valores são definidos caso a caso, conforme a complexidade do ataque, o volume de dados envolvido e a infraestrutura afetada. O orçamento completo é apresentado antes de qualquer autorização de serviço — sem surpresas.

Desconfie de empresas que garantem 100% de descriptografia sem apresentar metodologia técnica. Uma investigação do The Guardian e da ProPublica revelou que diversas empresas do setor simplesmente pagam o resgate pelas costas do cliente. A E-Recovery nunca intermedia negociações com criminosos — nossa recuperação de ransomware é técnica, forense e documentada.

Não Pague o Resgate Antes de Falar com a E-Recovery!

Em muitos casos documentados o pagamento não resultou na entrega da chave. A engenharia forense pode recuperar dados sem negociação — diagnóstico gratuito em até 48h e atendimento emergencial 24×7.

Endereço:

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Guia Técnico

Fui Infectado por Ransomware: o que Fazer Agora?

Quando os arquivos começam a aparecer com extensão desconhecida e uma nota de resgate surge na tela, cada decisão dos próximos minutos determina se a recuperação será possível. A sequência correta é simples mas contraintuitiva — e errar qualquer etapa pode eliminar permanentemente as chances de recuperar os dados sem pagar.

O primeiro passo é desconectar da rede imediatamente — cabo Ethernet, Wi-Fi e qualquer pen drive ou HD externo conectado. Não desligue o computador ou servidor ainda: processos ativos em memória RAM podem conter fragmentos da chave de criptografia ou rastros do vetor de entrada que são destruídos permanentemente com o desligamento forçado. Desconecte a rede, mantenha ligado.

O segundo passo é identificar a variante. Acesse o portal ID Ransomware (idransomware.malwarehunterteam.com) de outro dispositivo, faça upload de um arquivo criptografado e da nota de resgate — o sistema identifica a variante em segundos. Com a variante identificada, verifique o portal No More Ransom (nomoreransom.org/pt) para descriptografadores gratuitos desenvolvidos por pesquisadores de segurança e autoridades policiais em parceria com empresas como Kaspersky, Bitdefender e ESET. Se houver descriptografador gratuito disponível para a sua variante, esse é o caminho mais rápido e sem custo.

Se não houver descriptografador gratuito — o que é o caso da maioria das variantes ativas que afetam empresas — existem três caminhos de recuperação forense sem pagamento de resgate: extração dos arquivos originais deletados antes de serem sobrescritos, identificação de blocos não cifrados em arquivos com cifragem parcial, e recuperação de Shadow Copies ou snapshots de backup que o ataque não conseguiu destruir completamente. Esses são os caminhos que a E-Recovery aplica — com diagnóstico gratuito em até 48 horas para avaliar a viabilidade antes de qualquer cobrança.

Guia Técnico

Verificar Backups e Limpar o Sistema após Ransomware

Com o dispositivo desconectado da rede e a variante identificada, o próximo passo é inventariar todas as fontes de recuperação disponíveis antes de tomar qualquer decisão sobre pagamento ou laboratório forense. Muitas vítimas têm cópias dos dados em lugares que não lembram — e identificar essas fontes antes de agir pode mudar completamente o cenário.

Verifique backups em nuvem primeiro. Se o computador sincronizava arquivos com OneDrive, Google Drive ou Dropbox, acesse a conta de outro dispositivo e verifique o histórico de versões — essas plataformas mantêm versões anteriores dos arquivos por 30 a 180 dias dependendo do plano, e o ransomware frequentemente não consegue deletar as versões na nuvem, apenas as cópias locais. No OneDrive, a Microsoft disponibiliza a função “Restaurar OneDrive” que reverte toda a pasta para um ponto anterior à infecção. Verifique também HDs externos, pendrives e backups em NAS que estavam desconectados no momento do ataque — dispositivos offline no momento da infecção geralmente não foram afetados.

No Windows, verifique as Shadow Copies — cópias automáticas criadas pelo sistema em pontos de restauração. Clique com o botão direito em um arquivo criptografado, selecione Propriedades e verifique a aba Versões Anteriores. Se o ransomware não deletou as Shadow Copies antes de cifrar — o que acontece em ataques menos sofisticados ou interrompidos — versões anteriores dos arquivos podem estar disponíveis diretamente pelo Windows.

Para limpar o sistema após verificar os backups, não basta deletar os arquivos do ransomware manualmente. Use uma ferramenta de varredura completa — Windows Defender com definições atualizadas, Kaspersky Virus Removal Tool ou ESET Online Scanner — antes de restaurar qualquer arquivo ou reconectar à rede. Em ambientes empresariais com múltiplos servidores afetados, a limpeza não é suficiente: grupos sofisticados como LockBit e ALPHV instalam backdoors que sobrevivem à remoção do malware, e a reconstrução completa da infraestrutura do zero é o único protocolo seguro antes da restauração dos dados recuperados.

Guia Técnico

Variantes e Extensões de Ransomware que Recuperamos

Nossa equipe de engenharia forense monitora e desenvolve ferramentas de descriptografia para as variantes mais agressivas do cenário de ameaças global. Se os seus arquivos apresentam uma das extensões ou variantes abaixo, nós temos a tecnologia para intervir:

1. Ataques a Servidores e Datacenters (Enterprise)

  • Variantes: LockBit (v2, v3, 3.0), Medusa, Mallox, BlackBasta, Akira, Play, Rhysida, Cactus, Royal.

  • Extensões Comuns: .esxi, .vmdk, .locked, .target, .encrypted, .darkbit, .360, .cactus, .akira.

2. Ataques a Storages e NAS (Pequenas e Médias Empresas)

  • Variantes: DeadBolt, Qlocker, eCh0raix, Seven, Muhstik, Mapo.

  • Extensões Comuns: .deadbolt, .qlocker, .encrypt, .seven, .actn, .encrypt.

3. Ransomware de Criptografia Rápida (SME/Home)

  • Variantes: Phobos, Dharma, STOP/Djvu, Makop, GlobeImposter, Snatch.

  • Extensões Comuns: .eking, .eight, .faust, .devos, .makop, .moat, .back, .moka.

4. Bancos de Dados e Arquivos de Sistema

  • Recuperação estrutural de arquivos de bancos de dados criptografados:

    • Microsoft SQL Server: .mdf, .ldf, .bak.

    • Oracle & SAP: .dbf, .ora, .dmp.

    • Virtualização: .vhd, .vhdx, .vdi, .flat.

⚠️ Alerta: “Novas extensões e subvariantes são criadas diariamente pelos grupos cibernéticos. Se a sua extensão não estiver listada acima, não significa que os dados estão perdidos. Envie uma amostra do arquivo criptografado e o bilhete de resgate para uma análise técnica imediata.”

Guia Técnico

O que é Ransomware e Como a Criptografia Sequestra seus Dados

Recuperar ransomware é um dos desafios mais complexos da engenharia forense moderna — e para entender por que a recuperação é possível em muitos casos, é fundamental compreender como o ransomware funciona tecnicamente. O termo ransomware é a contração de ransom — resgate em inglês — e software, descrevendo com precisão o modelo de negócio criminoso: um programa malicioso que sequestra os dados da vítima através de criptografia e exige pagamento para devolvê-los.

Ao contrário do que muitos imaginam, o ransomware não destrói os dados — ele os transforma. Cada arquivo original é lido pelo malware, cifrado com uma chave matemática que só o atacante possui, e gravado de volta no disco com uma extensão diferente. O arquivo original é então deletado. O resultado visível para a vítima é uma pasta cheia de arquivos com extensões estranhas que não abrem em nenhum programa — mas os dados ainda existem fisicamente nas mídias de armazenamento, apenas em formato ilegível sem a chave correta.

Os Algoritmos de Criptografia Utilizados

Os ransomwares modernos utilizam dois tipos de criptografia em combinação — uma estratégia conhecida como criptografia híbrida que equilibra velocidade de execução com segurança matemática:

A criptografia simétrica AES — Advanced Encryption Standard — é o algoritmo primário de cifragem dos arquivos. O AES-256 é o padrão global de segurança de dados, o mesmo utilizado por governos e instituições financeiras para proteger informações classificadas. Ele é extremamente rápido computacionalmente, permitindo que o ransomware cifre terabytes de dados em minutos. A chave AES é gerada aleatoriamente para cada sessão de ataque e para cada arquivo individualmente em variantes mais sofisticadas.

A criptografia assimétrica RSA — Rivest-Shamir-Adleman — é utilizada para proteger a própria chave AES. O ransomware cifra a chave AES gerada localmente com a chave pública RSA do atacante — que fica embutida no código do malware. Apenas a chave privada RSA correspondente, que o criminoso mantém em seus servidores, consegue descriptografar a chave AES e consequentemente os arquivos. É por isso que quebrar a criptografia sem a chave é matematicamente inviável com a tecnologia atual.

Por que a Recuperação de Ransomware é Possível sem a Chave

Se a criptografia é matematicamente inquebrável, por que a recuperação de dados de ransomware é viável em tantos casos? A resposta está nos erros de implementação e nas limitações práticas do ataque — não na criptografia em si.

O primeiro ponto de vulnerabilidade é a deleção dos arquivos originais. Quando o ransomware deleta o arquivo original após criptografá-lo, ele não apaga fisicamente os dados do disco — apenas remove a referência na tabela de alocação de arquivos, marcando aquele espaço como disponível. Os dados continuam fisicamente presentes nos setores magnéticos ou nas células NAND do SSD até que novos dados sejam gravados por cima. A engenharia forense de recuperação de ransomware atua exatamente nesse intervalo — extraindo os arquivos originais deletados antes que sejam sobrescritos.

O segundo ponto é a criptografia parcial — uma das características mais exploradas pela engenharia de recuperação de ransomware corporativo. Para cifrar rapidamente volumes massivos de dados como discos virtuais .VMDK de terabytes, bancos de dados SQL com centenas de gigabytes ou arrays RAID com dezenas de terabytes, os grupos de ransomware mais sofisticados implementam cifragem intermitente — cifrando apenas os primeiros megabytes de cada arquivo ou alternando blocos cifrados com blocos não cifrados em intervalos regulares. Essa otimização de velocidade cria janelas de recuperação que nossa engenharia explora para reconstruir os arquivos a partir dos fragmentos não cifrados.

O terceiro ponto são os erros de implementação específicos de cada variante. O ransomware é desenvolvido por grupos criminosos que, como qualquer desenvolvedor, cometem bugs. Variantes como o ESXiArgs tinham falhas no processo de cifragem do cabeçalho dos arquivos .VMDK que permitiam recuperação total das VMs. O Qlocker movia arquivos para .7z mas deixava os originais recuperáveis via forense antes do TRIM. O DeadBolt em algumas versões deixava fragmentos dos arquivos originais em áreas temporárias do sistema de arquivos. Esses erros são identificados e documentados pela comunidade de segurança — e explorados pela nossa engenharia para recuperar dados sem pagamento de resgate.

O Papel do TRIM e do UNMAP na Janela de Recuperação

Um fator técnico crítico que determina o sucesso ou fracasso da recuperação de ransomware é o comportamento do TRIM em SSDs e do UNMAP em storages SAN e NAS. Esses comandos são mecanismos de otimização de performance — quando o sistema operacional deleta um arquivo, ele informa ao dispositivo de armazenamento quais blocos foram liberados para que possam ser apagados fisicamente e reutilizados com máxima eficiência.

Em discos magnéticos convencionais, o TRIM não existe — os blocos deletados permanecem intactos até serem sobrescritos por novos dados, o que pode levar dias, semanas ou meses dependendo do volume de uso. Em SSDs modernos, NAS e storages SAN, o TRIM e o UNMAP rodam continuamente em segundo plano, apagando fisicamente os blocos liberados em questão de minutos ou horas. Isso transforma a janela de recuperação de ransomware de semanas para horas — e explica por que desligar o hardware imediatamente após o ataque é a ação mais crítica que qualquer vítima pode tomar para preservar as chances de recuperação de dados de ransomware.

Guia Técnico

Principais Famílias de Ransomware que Afetam Empresas Brasileiras

A recuperação de ransomware exige conhecimento profundo das características técnicas de cada família de malware — porque cada grupo criminoso implementa sua própria variação nos algoritmos de cifragem, na estratégia de deleção de arquivos e nos pontos de vulnerabilidade que permitem a recuperação forense sem pagamento de resgate. Identificar corretamente a variante que atacou a infraestrutura é o primeiro passo do diagnóstico técnico — e determina diretamente a abordagem e as chances de sucesso da recuperação de dados de ransomware.

LockBit — O Ransomware Mais Prolífico do Mundo

O LockBit é a família de ransomware responsável pelo maior número de ataques corporativos registrados globalmente nos últimos anos, com versões que evoluíram do LockBit 1.0 ao LockBit 2.0, LockBit 3.0 — também conhecido como LockBit Black — e variantes específicas para VMware ESXi. O grupo opera no modelo RaaS — Ransomware as a Service — licenciando seu malware para afiliados que executam os ataques em troca de uma porcentagem do resgate.

A recuperação de dados de ransomware LockBit é tecnicamente viável em cenários específicos. O LockBit 2.0 implementa cifragem intermitente em arquivos grandes — alternando blocos cifrados com blocos não cifrados em padrão regular. Em discos virtuais .VMDK e arquivos de banco de dados SQL Server de grande capacidade, essa cifragem parcial deixa extensas faixas de dados fisicamente intactas que a engenharia forense consegue extrair sem depender da chave dos atacantes. A variante LockBit ESXi tem comportamento similar ao ESXiArgs — cifra apenas o cabeçalho dos arquivos .VMDK, deixando os dados internos das VMs intactos e recuperáveis por reconstrução do cabeçalho via análise hexadecimal.

As extensões características do LockBit incluem .lockbit, .abcd e variantes alfanuméricas aleatórias por sessão de ataque. A nota de resgate geralmente se chama Restore-My-Files.txt ou LockBit_Ransomware.hta.

ALPHV / BlackCat — Ransomware em Rust com Alvo Corporativo

O ALPHV, também conhecido como BlackCat, é uma das famílias mais sofisticadas tecnicamente — o primeiro ransomware conhecido desenvolvido na linguagem de programação Rust, que oferece performance superior e maior dificuldade de análise por ferramentas de segurança convencionais. O ALPHV/BlackCat tem como alvo preferencial infraestruturas corporativas de grande porte — servidores Windows, ambientes VMware ESXi e storages SAN de data centers.

A recuperação de ransomware ALPHV é complexa mas viável em cenários de cifragem parcial. O malware implementa múltiplos modos de cifragem configuráveis pelo afiliado — cifragem completa para arquivos pequenos, cifragem parcial para arquivos grandes e cifragem de cabeçalho para discos virtuais. Em ataques onde o afiliado configurou cifragem parcial, a engenharia forense extrai os blocos fisicamente intactos de bancos de dados e discos virtuais para reconstrução dos dados sem depender da chave dos atacantes. As extensões características incluem .alphv, .blackcat e strings aleatórias de 7 caracteres.

Conti — O Grupo que Vazou seu Próprio Código

O Conti foi um dos grupos de ransomware mais destrutivos e organizados até 2022, quando um vazamento interno expôs o código-fonte completo do malware e a estrutura organizacional do grupo. Esse vazamento permitiu análise profunda dos algoritmos de cifragem e identificação de comportamentos de implementação que informam a abordagem forense em casos com versões antigas do malware.

O Conti utilizava cifragem AES-256 com distribuição do trabalho em múltiplas threads para maximizar a velocidade de cifragem. Em infraestruturas onde o ataque foi interrompido antes da conclusão — por desligamento de emergência ou falha na comunicação com os servidores do grupo — arquivos parcialmente processados e arquivos originais ainda não tocados pelo malware podem ser recuperados pela análise forense das imagens brutas dos discos. A recuperação de dados de ransomware Conti nesses casos foca na extração de arquivos originais deletados e na identificação de arquivos que o processo de cifragem não chegou a processar antes da interrupção.

Hive — Desmantelado pelo FBI em 2023

O Hive foi desmantelado pelo FBI em janeiro de 2023 após uma operação que infiltrou a infraestrutura do grupo por meses. Antes do desmantelamento, o Hive era responsável por ataques devastadores a hospitais, empresas de energia e infraestruturas críticas no Brasil e no mundo.

A recuperação de dados de ransomware Hive em mídias originais preservadas foca na identificação de arquivos originais deletados antes da sobrescrita, blocos não cifrados em arquivos com cifragem parcial e fragmentos recuperáveis em áreas de log e temporárias do sistema de arquivos. Em algumas variantes específicas do Hive, pesquisadores identificaram falhas de implementação no gerador de chaves que criam janelas de recuperação exploráveis pela engenharia forense — sem nenhuma negociação com os atacantes ou pagamento de resgate.

Phobos e Dharma — A Família Mais Comum em PMEs Brasileiras

O Phobos e o Dharma são variantes de uma mesma família de ransomware — compartilham arquitetura de código, estratégia de cifragem e modelo de distribuição. São os ransomwares mais comuns em ataques a pequenas e médias empresas brasileiras, frequentemente distribuídos via RDP exposto à internet com credenciais fracas ou reutilizadas.

A recuperação de ransomware Phobos e Dharma foca em três frentes: arquivos originais deletados antes do TRIM que ainda residem fisicamente nos setores livres das mídias, blocos não cifrados em arquivos de grande capacidade onde a cifragem foi parcial, e arquivos que o processo de cifragem não chegou a processar antes de uma interrupção — por desligamento de emergência ou falha do malware. A engenharia forense mapeia cada uma dessas fontes individualmente para maximizar o volume de dados recuperáveis sem depender de nenhuma chave dos atacantes.

As extensões características incluem .phobos, .eking, .eight, .faust, .devos e .makop para o Phobos, e .dharma, .adobe, .java, .combo, .betta e .gamma para o Dharma.

Medusa, Akira e Play — As Novas Ameaças Corporativas

O Medusa, o Akira e o Play representam a geração mais recente de ransomwares corporativos com presença significativa no Brasil a partir de 2022-2023. Todos operam no modelo de dupla extorsão — além de cifrar os dados localmente, exfiltram cópias para servidores externos antes do ataque e ameaçam publicar informações confidenciais caso o resgate não seja pago.

O Akira tem como alvo específico ambientes VMware ESXi e redes corporativas via VPN com credenciais comprometidas. A recuperação de dados de ransomware Akira em arquivos .VMDK e .VHDX foca na identificação de blocos não cifrados pela implementação de cifragem intermitente do malware. O Play implementa cifragem com padrão de alternância de blocos de 0x100000 bytes — criando janelas regulares de dados intactos em arquivos grandes que a engenharia forense mapeia e extrai. O Medusa frequentemente deixa Shadow Copies apenas parcialmente destruídas — permitindo recuperação de versões anteriores dos arquivos via análise forense das VSS snapshots remanescentes nas imagens brutas dos discos.

Guia Técnico

Recuperar Ransomware em NAS: Qlocker, DeadBolt, eCh0raix e Variantes

Os dispositivos NAS — Network Attached Storage — tornaram-se um dos alvos preferidos dos grupos de ransomware nos últimos anos, especialmente em pequenas e médias empresas brasileiras que utilizam equipamentos Synology, QNAP e Asustor como servidor de arquivos central. A combinação de alta capacidade de armazenamento, conectividade de rede permanente e, frequentemente, configurações de segurança inadequadas — portas de administração expostas à internet, senhas padrão mantidas, firmware desatualizado — cria um ambiente altamente vulnerável que grupos criminosos especializados exploram com ataques automatizados em escala global.

A recuperação de ransomware em NAS tem características técnicas distintas da recuperação em servidores Windows convencionais — porque os sistemas operacionais embarcados dos NAS utilizam kernels Linux com sistemas de arquivos EXT4, Btrfs e ZFS, e os arrays de discos são gerenciados por software RAID via MDADM ou gerenciadores de volume proprietários como o SHR da Synology. Compreender essa arquitetura é fundamental para a recuperação de dados de ransomware em dispositivos NAS com sucesso.

Qlocker — O Ataque Mais Comum em NAS QNAP

O Qlocker é a variante de ransomware mais documentada em ataques a dispositivos QNAP, com campanhas massivas registradas em 2021 e 2022 que afetaram milhares de dispositivos em todo o mundo simultaneamente. O mecanismo de ataque do Qlocker é tecnicamente distinto da maioria dos ransomwares — em vez de cifrar os arquivos diretamente, o malware utiliza o utilitário legítimo 7-Zip embutido no próprio QNAP para mover cada arquivo para dentro de um arquivo .7z protegido por senha e então deletar o original.

A recuperação de ransomware Qlocker não depende de quebrar a senha do arquivo .7z — que é matematicamente inviável — mas sim de recuperar os arquivos originais deletados antes que o sistema de arquivos EXT4 ou Btrfs do NAS os sobrescreva. A janela de recuperação é determinada pelo comportamento do TRIM no sistema de arquivos: em volumes EXT4, os blocos deletados permanecem intactos por período relativamente longo; em volumes Btrfs com Copy-on-Write ativo, o comportamento é mais complexo mas igualmente explorável pela engenharia forense.

O protocolo de recuperação de dados de ransomware Qlocker começa pelo isolamento imediato dos discos do NAS — removidos individualmente e conectados a bloqueadores de escrita em laboratório. Com as imagens brutas geradas em modo somente leitura, reconstruímos virtualmente o array MDADM ou SHR subjacente e iniciamos a varredura forense do sistema de arquivos em busca de inodes deletados que ainda apontam para blocos de dados válidos. Em casos onde o NAS foi desligado rapidamente após o ataque — idealmente antes que o processo do Qlocker completasse todos os arquivos — a taxa de recuperação pode chegar a 100%.

DeadBolt — Cifragem Direta com Chave por Dispositivo

O DeadBolt é uma variante sofisticada que ataca especificamente QNAP e Asustor explorando vulnerabilidades de execução remota de código nas interfaces de administração web. Diferentemente do Qlocker, o DeadBolt cifra os arquivos diretamente com AES-128 utilizando uma chave única gerada para cada dispositivo atacado — e apresenta uma interface de resgate integrada diretamente na tela de login do NAS.

A recuperação de ransomware DeadBolt é mais desafiadora que o Qlocker porque a cifragem é aplicada diretamente sobre os arquivos originais — não há deleção do original para recuperar. O caminho primário de recuperação forense é a busca por arquivos que não foram completamente processados pelo malware antes de uma interrupção — seja por desligamento de emergência, falha de energia ou erro interno do processo de cifragem. Em discos com setores defeituosos ou bad blocks que impediram a conclusão da cifragem em determinadas áreas, fragmentos de dados originais não cifrados podem ser extraídos pela análise hexadecimal das imagens brutas.

Um fator adicional na recuperação de dados de ransomware DeadBolt é o histórico de falhas de implementação em versões específicas do malware. Pesquisadores identificaram versões do DeadBolt que reutilizavam componentes da chave de cifragem de forma previsível, criando vulnerabilidades exploráveis sem pagamento de resgate. Em ataques identificados como variantes com essas falhas conhecidas, a recuperação completa pode ser possível através de ferramentas desenvolvidas pela comunidade de segurança.

eCh0raix — Ataques Prolongados e Silenciosos em Synology e QNAP

O eCh0raix — também conhecido como QNAPCrypt — é uma das variantes mais antigas e persistentes em ataques a NAS, com campanhas ativas desde 2019. Diferentemente do Qlocker que executa ataques massivos e ruidosos, o eCh0raix frequentemente opera de forma lenta e silenciosa — cifrando arquivos gradualmente ao longo de dias ou semanas para evitar detecção pelos sistemas de monitoramento do NAS.

Esse comportamento de cifragem gradual tem uma implicação importante para a recuperação de ransomware eCh0raix: quando o ataque é identificado, parte dos arquivos já está completamente cifrada enquanto outros ainda estão intactos ou apenas parcialmente processados. A engenharia forense mapeia o estado de cada arquivo individualmente — identificando quais foram completamente cifrados, quais têm cifragem parcial explorável e quais permanecem intactos — para maximizar o volume de dados recuperáveis.

O eCh0raix utiliza cifragem AES-256 com chave RSA para proteção da chave de sessão. As extensões características incluem .encrypt e .eCh0raix. Versões antigas do malware tinham falhas no gerador de números aleatórios usado para criar as chaves de cifragem — permitindo reconstrução matemática da chave em ataques identificados como essas versões específicas.

Seven, Muhstik e Variantes Emergentes em NAS Linux

Além das variantes mais conhecidas, o ecossistema de ransomware em NAS inclui famílias menos documentadas mas igualmente devastadoras. O Seven e o Muhstik são variantes que exploram vulnerabilidades específicas em sistemas QNAP para executar cifragem de arquivos combinada com mineração de criptomoeda — utilizando os recursos computacionais do NAS atacado enquanto exfiltram e cifram os dados simultaneamente.

A recuperação de dados de ransomware nessas variantes menos documentadas exige análise forense direta do código do malware encontrado nas imagens dos discos — identificando o algoritmo específico utilizado, os padrões de cifragem aplicados e os eventuais erros de implementação que criam janelas de recuperação. A engenharia reversa do malware em ambiente isolado de laboratório é parte do protocolo de diagnóstico para variantes onde a documentação pública é escassa ou inexistente.

O Protocolo Forense Específico para Recuperação de Ransomware em NAS

Independentemente da variante — Qlocker, DeadBolt, eCh0raix ou outras — o protocolo de recuperação de ransomware em NAS segue uma sequência forense rigorosa que começa pelo isolamento físico de cada disco. Os discos são removidos do chassis do NAS individualmente, conectados a bloqueadores de escrita de hardware e clonados bit-a-bit em modo somente leitura antes de qualquer análise.

Com as imagens forenses protegidas, reconstruímos virtualmente o array de software Linux — MDADM RAID 5, SHR Synology ou pool ZFS QNAP — sem depender do hardware ou sistema operacional original do NAS. Sobre o array remontado, analisamos as estruturas do sistema de arquivos EXT4, Btrfs ou ZFS para identificar inodes deletados, extents de dados intactos e fragmentos não cifrados em arquivos parcialmente processados. Os dados recuperáveis são extraídos para novas mídias e entregues em HDs externos ao cliente — com o NAS original preservado intacto para análise de incidente se necessário.

Guia Técnico

Recuperar Ransomware em Servidores Windows, VMware ESXi e Hyper-V

Servidores corporativos e ambientes de virtualização representam o alvo de maior valor para os grupos de ransomware modernos — e por isso recebem ataques tecnicamente mais sofisticados, executados por afiliados com conhecimento profundo de infraestrutura empresarial. A recuperação de ransomware em servidores exige abordagem forense distinta da recuperação em NAS ou computadores pessoais, porque os dados críticos estão frequentemente encapsulados em múltiplas camadas lógicas — o array RAID físico, o sistema de arquivos do servidor ou hipervisor, os discos virtuais das VMs e os sistemas de arquivos internos de cada máquina virtual.

Um único ataque bem-sucedido a um host VMware ESXi pode derrubar simultaneamente dezenas de servidores virtuais — o servidor de e-mail corporativo, o ERP, o servidor de arquivos, o banco de dados SQL e todos os sistemas de produção da empresa — numa questão de minutos. É por isso que a recuperação de dados de ransomware em ambientes virtualizados é frequentemente uma emergência de nível crítico onde cada hora de downtime representa prejuízo financeiro mensurável.

Vetores de Ataque em Servidores Corporativos

Antes de abordar a recuperação de ransomware em servidores, é fundamental compreender como os ataques chegam à infraestrutura — porque o vetor de entrada frequentemente determina o escopo do dano e os dados disponíveis para recuperação forense.

O RDP exposto — Remote Desktop Protocol na porta 3389 acessível diretamente pela internet — é o vetor de entrada mais comum em ataques a servidores Windows no Brasil. Grupos como Phobos, Dharma e LockBit utilizam scanners automatizados para identificar servidores com RDP exposto e aplicam ataques de força bruta ou utilizam credenciais vazadas em bancos de dados públicos de senhas comprometidas. Uma vez dentro do servidor com credenciais de administrador, o atacante desabilita o antivírus, deleta os Shadow Copies do Windows e executa o ransomware manualmente.

Vulnerabilidades em VPNs corporativas — especialmente equipamentos Fortinet, Pulse Secure e Citrix com firmware desatualizado — são o vetor preferido de grupos mais sofisticados como ALPHV/BlackCat e Hive. Esses grupos exploram CVEs publicadas para obter acesso inicial à rede interna e então se movem lateralmente até identificar os servidores mais críticos antes de executar o ataque.

O phishing direcionado — e-mails com anexos maliciosos ou links para páginas falsas — continua sendo o vetor de entrada mais comum para ataques a computadores individuais que depois se propagam lateralmente pela rede corporativa até os servidores.

ESXiArgs — O Ataque que Derrubou Milhares de Servidores VMware

O ESXiArgs foi uma campanha massiva de ransomware que em fevereiro de 2023 explorou uma vulnerabilidade crítica no serviço OpenSLP do VMware ESXi para atacar simultaneamente milhares de hosts ESXi expostos à internet em todo o mundo — incluindo centenas de servidores no Brasil. A peculiaridade técnica do ESXiArgs que o tornou especialmente relevante para a recuperação de ransomware foi sua implementação defeituosa de cifragem.

O ESXiArgs cifrava apenas as configurações e metadados dos arquivos .VMDK — não os dados em si. Especificamente, o malware cifrava os arquivos de configuração .vmx das VMs e o cabeçalho inicial dos arquivos de disco virtual .vmdk, mas deixava os flat files .vmdk-flat — que contêm os dados reais das VMs — completamente intactos. Isso permitiu que pesquisadores de segurança desenvolvessem scripts de recuperação automatizados que reconstruíam os arquivos de configuração das VMs a partir dos flat files intactos, restaurando os ambientes virtualizados sem nenhum pagamento de resgate.

A recuperação de ransomware ESXiArgs realizada em laboratório seguia o protocolo de clonagem forense dos datastores VMFS, reconstrução dos metadados corrompidos via análise hexadecimal e remontagem das VMs utilizando os flat files originais intactos. Em hosts onde o ataque foi interrompido antes da conclusão, algumas VMs tinham até o arquivo .vmx intacto — permitindo boot imediato após correção mínima dos metadados.

LockBit ESXi e Royal — Ataques Direcionados a Hipervisores

A versão ESXi do LockBit e o Royal são variantes desenvolvidas especificamente para atacar hipervisores VMware, com scripts de execução que desligam todas as VMs antes de iniciar a cifragem para garantir consistência dos arquivos de disco virtual. Ambas implementam cifragem intermitente nos arquivos .VMDK — alternando blocos cifrados com blocos não cifrados em intervalos configuráveis pelo afiliado.

A recuperação de dados de ransomware LockBit ESXi e Royal explora essa cifragem intermitente. Em arquivos .VMDK de grande capacidade — discos virtuais de servidores de banco de dados de 500GB ou 1TB — a proporção de blocos não cifrados pode superar 70% do total, permitindo reconstrução significativa do sistema de arquivos interno da VM. A engenharia forense mapeia o padrão exato de alternância da cifragem — identificando o intervalo e o offset inicial dos blocos cifrados — e extrai os blocos intactos para remontagem do disco virtual em ambiente de laboratório.

Recuperação de Ransomware em Windows Server — Active Directory e SQL Server

Quando um servidor Windows é atacado por ransomware, os danos vão além dos arquivos de usuário — o Active Directory, os bancos de dados SQL Server, os serviços de e-mail Exchange e os arquivos de configuração críticos do sistema operacional podem ser comprometidos simultaneamente. A recuperação de dados de ransomware em Windows Server exige análise camada por camada para identificar o que foi cifrado, o que foi deletado e o que permanece intacto.

O SQL Server merece atenção especial na recuperação de ransomware. Os arquivos .MDF e .LDF de bancos de dados grandes são alvos frequentes de cifragem parcial — grupos como LockBit e ALPHV configuram seus afiliados para cifrar apenas os primeiros megabytes desses arquivos para garantir que o banco fique inacessível sem precisar processar centenas de gigabytes completamente. Em bancos .MDF com cifragem parcial, a engenharia forense identifica as páginas de dados intactas, reconstrói a estrutura interna do banco e extrai as tabelas e registros com integridade máxima possível — frequentemente permitindo recuperação de 80% a 95% dos dados sem a chave de descriptografia.

O Active Directory em ambientes atacados por ransomware apresenta um cenário específico: os arquivos de banco de dados do AD — ntds.dit e os arquivos de log em C:\Windows\NTDS\ — são frequentemente cifrados ou deletados para impedir a restauração do ambiente a partir de backups do sistema. A recuperação forense desses arquivos deletados ou parcialmente cifrados é possível em disco com blocos fisicamente intactos, permitindo a reconstrução do diretório de identidades sem necessidade de reconfiguração completa do ambiente.

Hyper-V — Recuperação de Arquivos .VHDX Criptografados

Ambientes Microsoft Hyper-V são alvo frequente de ataques que cifram os arquivos .VHDX — os discos virtuais das VMs — tornando todos os servidores virtualizados inacessíveis simultaneamente. A recuperação de ransomware em Hyper-V segue lógica similar à do VMware ESXi — a cifragem parcial em arquivos .VHDX grandes cria janelas de recuperação exploráveis pela engenharia forense.

Uma característica específica do Hyper-V relevante para a recuperação de dados de ransomware é o sistema de checkpoints — equivalente aos snapshots do VMware. Quando checkpoints existiam antes do ataque e os arquivos de diferenciação .avhdx não foram completamente cifrados, é possível montar a cadeia de checkpoints em estado anterior ao ataque e extrair uma versão dos dados consistente com o último checkpoint disponível — mesmo que o disco base .VHDX tenha sido integralmente comprometido.

Guia Técnico

Como Funciona a Recuperação de Ransomware: Metodologia Forense Aplicada

A recuperação de ransomware em laboratório especializado não é descriptografia — é engenharia forense aplicada à extração de dados a partir de três fontes distintas que o ataque frequentemente deixa intactas: os arquivos originais deletados pelo malware antes de serem fisicamente sobrescritos, os blocos de dados não cifrados em arquivos com cifragem parcial e os fragmentos recuperáveis em áreas temporárias e de log do sistema de arquivos. Compreender essa distinção é fundamental para que gestores de TI e empresários tomem decisões corretas no momento da crise — sem expectativas irreais e sem descartar a possibilidade de recuperação antes de uma avaliação técnica adequada.

A recuperação de dados de ransomware é possível porque o malware, por mais sofisticado que seja, opera sobre um substrato físico — os pratos magnéticos de discos rígidos ou as células NAND de SSDs — que obedece a leis físicas que a criptografia não controla. O que a criptografia faz é tornar o conteúdo ilegível matematicamente. O que a engenharia forense faz é acessar o substrato físico abaixo da camada lógica onde a criptografia atua — recuperando dados que o sistema operacional já não enxerga mas que fisicamente ainda existem nas mídias.

Fase 1 — Isolamento e Triagem Forense

O primeiro contato com o hardware do cliente em recuperação de ransomware é sempre de isolamento — nenhuma análise, nenhuma leitura, nenhum comando é executado nos discos originais antes da triagem forense completa. Cada mídia é documentada fotograficamente, com registro do modelo, número de série e estado físico visível. Para servidores, os logs do iDRAC, iLO ou XClarity Controller são extraídos antes de qualquer intervenção para reconstruir a linha do tempo do ataque — identificando quando o ransomware iniciou, quanto tempo operou e quais sistemas foram afetados em que sequência.

Essa triagem inicial é especialmente crítica na recuperação de ransomware porque o timing do ataque determina diretamente a estratégia forense. Um NAS desligado cinco minutos após o início do ataque tem chances radicalmente diferentes de recuperação em comparação com um servidor que operou por seis horas após o início da cifragem. A análise dos logs e dos timestamps nos metadados dos arquivos cifrados permite estimar com precisão o progresso do ataque e identificar quais volumes ou partições foram completamente processados e quais têm dados recuperáveis.

Fase 2 — Clonagem Forense com Bloqueadores de Escrita

Com a triagem concluída e a estratégia definida, cada disco é conectado individualmente a bloqueadores de escrita de hardware — dispositivos que criam uma barreira eletrônica que impede fisicamente qualquer operação de escrita nas mídias originais. Todo o trabalho de recuperação de ransomware nas fases seguintes é realizado exclusivamente sobre imagens brutas .DD geradas pelo PC-3000 ou DeepSpar em modo somente leitura.

Discos com bad blocks ou setores instáveis — frequentes em servidores que operaram sob alta carga durante o ataque — recebem tratamento forense especial antes da clonagem. O PC-3000 calibra os parâmetros de leitura das cabeças magnéticas para extrair o máximo de dados dos setores problemáticos sem forçar danos mecânicos adicionais. Discos SSD com instabilidade de firmware recebem comunicação direta via comandos ATA para contornar travamentos e extrair as imagens brutas das células NAND.

Fase 3 — Análise Forense dos Arquivos Deletados

Com as imagens brutas de todos os discos disponíveis em ambiente isolado de laboratório, a primeira estratégia de recuperação de ransomware é a busca pelos arquivos originais deletados. O malware deleta o arquivo original após cifrar e gravar a versão criptografada — mas essa deleção é lógica, não física. O sistema de arquivos apenas marca o inode do arquivo como disponível e libera os blocos para reutilização futura.

A varredura forense do sistema de arquivos — EXT4 nos NAS Linux, NTFS nos servidores Windows, VMFS nos datastores VMware — identifica os inodes com estado deletado que ainda apontam para blocos de dados fisicamente intactos. Cada arquivo deletado recuperável é extraído individualmente para nova mídia. A taxa de sucesso dessa estratégia depende fundamentalmente do tempo decorrido entre o ataque e o desligamento do hardware — e da quantidade de atividade de escrita que ocorreu nas mídias após o início do ataque.

Fase 4 — Identificação e Extração de Blocos Não Cifrados

Para arquivos que foram completamente sobrescritos pela versão cifrada — sem arquivo original deletado recuperável — a segunda estratégia de recuperação de dados de ransomware é a análise dos blocos não cifrados em arquivos com cifragem parcial.

Os engenheiros analisam diretamente o código hexadecimal dos arquivos cifrados para identificar o padrão exato da cifragem aplicada — o offset inicial, o tamanho dos blocos cifrados, o intervalo entre blocos cifrados e o padrão de alternância. Uma vez identificado o padrão, é possível extrair os blocos não cifrados e reconstruir os arquivos a partir dos fragmentos disponíveis.

Em discos virtuais .VMDK e .VHDX com cifragem intermitente, essa análise frequentemente revela que 60% a 80% dos dados internos da VM permanecem intactos e recuperáveis. Em arquivos de banco de dados SQL Server .MDF com cifragem parcial dos primeiros megabytes, as páginas de dados das tabelas críticas frequentemente estão fora da zona cifrada e podem ser extraídas com integridade transacional suficiente para retomada da operação.

Fase 5 — File Carving e Recuperação por Assinatura

A terceira estratégia de recuperação de ransomware é o file carving — a varredura do espaço livre e das áreas não alocadas das imagens brutas em busca de assinaturas de arquivos conhecidas. Cada tipo de arquivo tem um cabeçalho característico — os chamados magic numbers — que permite identificar o início e o fim de um arquivo mesmo quando os metadados do sistema de arquivos foram destruídos ou cifrados.

O file carving é especialmente eficaz na recuperação de imagens, documentos e arquivos de pequeno porte que foram deletados e cujos blocos ainda não foram sobrescritos. Para arquivos grandes como bancos de dados e discos virtuais, o file carving complementa a estratégia de blocos não cifrados — identificando fragmentos de dados originais espalhados pelo espaço livre do disco que podem ser reconstituídos em arquivos parcialmente funcionais.

Entrega e Documentação

Os dados recuperados pelo processo de recuperação de ransomware são transferidos para novos HDs externos fornecidos pelo cliente ou disponibilizados pelo laboratório. Junto com os dados, entregamos um relatório técnico completo documentando a variante identificada, o vetor de ataque provável, as estratégias forenses aplicadas, o inventário dos dados recuperados com hashes de validação e as recomendações específicas de segurança para evitar reinfecção — incluindo as vulnerabilidades exploradas pelo ataque que precisam ser corrigidas antes de restaurar a infraestrutura.

Guia Técnico

Por que Pagar o Resgate de Ransomware é uma Decisão de Alto Risco

No momento em que uma empresa descobre que sua infraestrutura foi atacada por ransomware, a pressão pelo pagamento do resgate é imensa e compreensível. Os dados críticos estão inacessíveis, a operação está paralisada, funcionários estão ociosos, clientes estão esperando e o contador de tempo na tela de resgate está correndo. Os criminosos são experts em criar urgência — e essa urgência é projetada deliberadamente para eliminar o pensamento racional e induzir a vítima a pagar antes de buscar alternativas.

A recuperação de ransomware sem pagamento de resgate é possível em grande parte dos casos — e mesmo quando a recuperação forense não consegue extrair todos os dados, pagar o resgate raramente é a alternativa mais segura ou mais econômica que os gestores avaliam no calor da crise.

A Matemática do Resgate que Ninguém Apresenta

Os grupos de ransomware modernos são organizações criminosas sofisticadas com departamentos de negociação, suporte técnico e até SLAs — Service Level Agreements — prometendo resposta em 24 horas. Essa profissionalização cria uma falsa impressão de confiabilidade que não tem nenhuma base contratual ou legal.

A realidade documentada por pesquisadores de segurança é que aproximadamente 20% das empresas que pagam o resgate não recebem a chave prometida. Outras 40% recebem a chave mas encontram problemas técnicos na ferramenta de descriptografia fornecida pelo grupo — arquivos corrompidos durante o processo, bancos de dados inconsistentes após a descriptografia ou sistemas operacionais que não inicializam corretamente após a restauração. Apenas uma minoria das empresas que pagam consegue restaurar o ambiente completamente a partir da chave recebida — e mesmo nesses casos o processo pode levar semanas de trabalho técnico.

Além da baixa confiabilidade técnica, o pagamento de resgate em criptomoeda tem implicações legais que muitas empresas ignoram no momento da crise. Em vários países, incluindo o Brasil, pagar resgate a grupos sancionados internacionalmente pode configurar violação de regulações de combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Alguns grupos de ransomware — como o ALPHV/BlackCat e variantes do LockBit — estão em listas de sanções internacionais que tornam qualquer transação financeira com eles potencialmente ilegal para as vítimas.

O Ciclo Que o Pagamento Alimenta

Cada empresa que paga o resgate financia diretamente o desenvolvimento das próximas versões do malware, a infraestrutura de servidores de comando e controle, o recrutamento de novos afiliados e os salários da equipe técnica do grupo criminoso. O modelo RaaS — Ransomware as a Service — funciona porque é lucrativo, e é lucrativo porque as vítimas pagam.

Mais criticamente para a empresa que paga: o pagamento confirma para o grupo criminoso que aquela organização específica tem capacidade e disposição para pagar resgates. Dados de empresas que pagaram são frequentemente comercializados em fóruns clandestinos como alvos de alto valor para futuros ataques — seja pelo mesmo grupo, por afiliados diferentes ou por grupos rivais que adquirem essas listas. Estudos de segurança documentam que aproximadamente 80% das empresas que pagaram um resgate sofreram um segundo ataque nos 12 meses seguintes.

O Que as Investigações Jornalísticas Revelaram

Uma investigação conjunta do jornal britânico The Guardian e da agência americana ProPublica revelou uma prática que chocou o setor de segurança: diversas empresas que se apresentavam como especialistas em recuperação de ransomware e prometiam soluções técnicas avançadas simplesmente pagavam o resgate pelas costas do cliente — sem revelar isso — e embolsavam a diferença entre o valor cobrado ao cliente e o valor pago ao criminoso.

Esse modelo fraudulento é especialmente devastador para as vítimas porque além de financiar os criminosos com o dinheiro do cliente, essas empresas frequentemente orientavam os clientes a não comunicar o incidente às autoridades — eliminando qualquer chance de investigação e responsabilização. A E-Recovery não negocia com criminosos, não intermedia pagamentos de resgate e não cobra por serviços que não executa. Nossa recuperação de ransomware é técnica, forense e totalmente documentada — e se os dados não puderem ser recuperados pelos nossos métodos, dizemos isso claramente antes de qualquer cobrança.

Quando o Pagamento Pode Ser Considerado

Existem cenários onde a recuperação forense não consegue extrair os dados — cifragem completa sem erros de implementação, TRIM que apagou todos os arquivos originais antes do desligamento, infraestrutura completamente sobrescrita por tentativas de restauração anteriores. Nesses casos, se os dados são absolutamente críticos para a continuidade da empresa e não existem backups de nenhum tipo, o pagamento do resgate pode ser a única alternativa restante.

Mesmo nesse cenário extremo, a decisão deve ser tomada com assessoria jurídica especializada em crimes cibernéticos, comunicação prévia às autoridades competentes — ANPD no Brasil para incidentes com dados pessoais, Polícia Federal para crimes cibernéticos — e total clareza sobre os riscos de não recebimento da chave ou de chave não funcional. O pagamento de resgate como último recurso, com todas essas salvaguardas, é fundamentalmente diferente do pagamento impulsivo tomado nas primeiras horas do ataque sem avaliação forense prévia.

Guia Técnico

Recuperar Ransomware quando os Backups e Shadow Copies Foram Destruídos

Um dos aspectos mais devastadores dos ataques de ransomware modernos é a destruição deliberada dos backups antes da cifragem dos dados de produção. Os grupos criminosos mais sofisticados passam dias ou semanas dentro da rede da vítima antes de executar o ataque — mapeando silenciosamente a infraestrutura, identificando todos os sistemas de backup, storages secundários e snapshots, e preparando a destruição simultânea de todas as cópias de segurança no momento do ataque. Quando a empresa descobre o ransomware e pensa em restaurar o backup, o backup já não existe.

A recuperação de ransomware em cenários onde os backups foram destruídos é tecnicamente possível em grande parte dos casos — porque a destruição dos backups, assim como a cifragem dos dados primários, raramente é tão completa quanto aparenta. Hackers executam deleções rápidas e formatações superficiais para agir com velocidade — e essa velocidade cria as janelas de recuperação forense que nossa engenharia explora.

Como os Atacantes Destroem os Backups

Para compreender por que a recuperação de dados de ransomware de backups destruídos é possível, é necessário entender como os atacantes executam essa destruição. Os métodos mais comuns são tecnicamente distintos e deixam diferentes tipos de vestígios recuperáveis.

O método mais comum é a execução do comando vssadmin delete shadows /all /quiet no Windows — que deleta todas as Shadow Copies do sistema operacional. Esse comando remove as referências às Shadow Copies no catálogo do VSS mas não apaga fisicamente os blocos de dados dos snapshots nas mídias. Os blocos permanecem fisicamente intactos no disco até que novos dados sejam gravados por cima — e a engenharia forense consegue localizar e extrair esses blocos órfãos via análise direta das imagens brutas sem depender do catálogo VSS destruído.

O segundo método é a deleção dos arquivos de backup — arquivos Veeam .VBK e .VIB, Windows Server Backup .wbcat, Acronis .tibx, e similares. Assim como qualquer arquivo deletado, os blocos de dados permanecem fisicamente intactos nas mídias até a sobrescrita. A engenharia forense de recuperação de ransomware localiza esses arquivos deletados via varredura de inodes no sistema de arquivos NTFS ou EXT4, extrai as imagens de backup completas e as utiliza para restauração do ambiente — mesmo que o catálogo de backup tenha sido destruído.

O terceiro método é a formatação dos volumes de backup — NAS dedicados, storages externos ou partições de backup local formatadas pelo atacante para garantir a destruição das cópias de segurança. Como demonstrado no caso real da Politécnica Engenharia que atendemos — onde o hacker acessou e formatou o NAS de backup Lenovo com 4 HDs de 2TB após cifrar o servidor principal — a formatação apaga apenas a estrutura lógica do volume, não os dados físicos. A engenharia forense reconstrói o RAID Linux, remonta o sistema de arquivos EXT4 ignorando a formatação sobreposta e extrai os arquivos de backup intactos.

Shadow Copies — Recuperação Forense sem o Catálogo VSS

As Shadow Copies do Windows — também conhecidas como VSS snapshots ou Versões Anteriores — são cópias pontuais automáticas do sistema de arquivos que o Windows Server cria periodicamente. Em servidores de produção bem configurados, existem Shadow Copies de horas, dias e semanas anteriores que representam o estado do sistema naquele momento específico.

Os atacantes de ransomware sabem disso e executam a deleção das Shadow Copies como primeiro passo do ataque — antes ou simultaneamente à cifragem dos dados. O comando vssadmin delete shadows ou wmic shadowcopy delete aparece nos logs de praticamente todos os ataques de ransomware a servidores Windows.

A recuperação de dados de ransomware via Shadow Copies destruídas funciona porque o Windows implementa o VSS usando um mecanismo de Copy-on-Write que armazena os blocos originais em uma área reservada do disco — o Shadow Storage. Quando o VSS deleta um snapshot, ele marca o espaço como disponível no catálogo mas não apaga fisicamente os blocos de dados do Shadow Storage imediatamente. A engenharia forense acessa diretamente o Shadow Storage nas imagens brutas dos discos, localiza os blocos de dados dos snapshots deletados e os reconstrói em ambiente virtual de laboratório — sem depender do catálogo VSS ou das APIs do Windows para acessar os dados.

Em servidores onde o Shadow Storage ocupava volumes separados — uma boa prática de configuração que os atacantes frequentemente não conseguem mapear completamente dentro da janela do ataque — a recuperação de Shadow Copies completas de dias ou semanas antes do ataque pode permitir restauração quase total do ambiente com perda mínima de dados.

Veeam, Acronis e Soluções de Backup Enterprise

Soluções de backup enterprise como Veeam Backup & Replication, Acronis Cyber Backup e Commvault são alvos específicos dos grupos de ransomware modernos — que incluem rotinas de busca e destruição dessas soluções em seus scripts de ataque. O Veeam em particular é identificado e atacado ativamente pelo LockBit, ALPHV e outros grupos que desenvolveram módulos específicos para localizar e destruir repositórios Veeam antes da cifragem.

A recuperação de dados de ransomware de repositórios Veeam destruídos foca nos arquivos .VBK — backups completos — e .VIB — backups incrementais — que foram deletados ou parcialmente cifrados. Os arquivos .VBK do Veeam são estruturas complexas que contêm as imagens completas de VMs ou servidores físicos em formato proprietário. Quando deletados rapidamente pelo atacante, os blocos de dados desses arquivos frequentemente permanecem intactos nas mídias por tempo suficiente para recuperação forense.

Em servidores de backup Veeam onde o atacante executou formatação do volume ou reinstalação do sistema operacional para eliminar as evidências — além dos backups em si — a recuperação de dados de ransomware exige varredura profunda do espaço livre das imagens brutas em busca de assinaturas dos cabeçalhos de arquivos .VBK para reconstrução dos backups via file carving especializado.

Snapshots de NAS e Storages SAN

Dispositivos NAS Synology e QNAP com snapshots habilitados — e storages SAN com LUNs em modo snapshot — oferecem uma camada adicional de proteção que os atacantes frequentemente não conseguem destruir completamente dentro da janela do ataque. Snapshots de NAS são armazenados em área reservada do pool de armazenamento que não é diretamente acessível pelo sistema de arquivos convencional — tornando mais difícil para o ransomware localizar e destruir essas cópias.

A recuperação de dados de ransomware via snapshots de NAS preservados — total ou parcialmente — é uma das estratégias de maior taxa de sucesso. Em dispositivos Synology com Btrfs e snapshots habilitados onde o ataque não conseguiu acessar o DSM para deletar os snapshots antes do desligamento, a restauração pode ser total a partir do último snapshot disponível. Em casos onde os snapshots foram parcialmente deletados — o atacante deletou os mais recentes mas não alcançou os mais antigos — a restauração pode ser realizada a partir do snapshot mais recente sobrevivente, com perda apenas dos dados entre aquele snapshot e o momento do ataque.

A Importância do Desligamento Imediato para Preservar Backups Recuperáveis

Cada minuto que o sistema permanece ligado após a descoberta do ransomware aumenta a quantidade de blocos de dados sobrescritos — tanto dos dados primários cifrados quanto dos backups destruídos. O sistema operacional continua gravando logs, arquivos temporários e dados de paginação de memória nas mídias enquanto estiver ligado, sobrescrevendo progressivamente os blocos que a engenharia forense precisaria para a recuperação de ransomware.

Desligar o servidor, NAS ou storage imediatamente após a descoberta do ataque — antes mesmo de tentar avaliar o dano, antes de chamar o suporte do fabricante, antes de qualquer outra ação — é a decisão mais impactante que qualquer gestor de TI pode tomar para preservar as chances de recuperação de dados de ransomware tanto dos dados primários quanto dos backups destruídos.

Guia Técnico

Como Proteger a Infraestrutura após Recuperar Ransomware e Evitar Reinfecção

Recuperar os dados é metade do trabalho — a outra metade é garantir que o ambiente restaurado não seja atacado novamente. Estatísticas de segurança documentam que aproximadamente 80% das empresas que sofreram ransomware são reinfectadas dentro de 12 meses — frequentemente porque restauraram a operação sem eliminar o vetor de entrada original ou sem remover as backdoors instaladas pelo grupo antes do ataque.

O primeiro passo antes de qualquer restauração é identificar como o ransomware entrou. A análise forense dos logs de acesso — Active Directory, VPN, firewall, RDP — revela o vetor na maioria dos casos. RDP exposto à internet com credenciais fracas é o mais comum e deve ser desabilitado imediatamente, substituído por VPN com autenticação multifator. Vulnerabilidades em firewalls e VPNs corporativas com firmware desatualizado — Fortinet, Pulse Secure, Citrix — são o vetor preferido de grupos mais sofisticados e precisam ser corrigidas antes da restauração.

O segundo passo é reconstruir os servidores comprometidos do zero — não limpar. Grupos como LockBit e ALPHV instalam backdoors e ferramentas de acesso persistente durante o período de reconhecimento anterior ao ataque, que sobrevivem à remoção do ransomware. Restaurar dados recuperados para infraestrutura nova e limpa, com segmentação de rede entre servidores de produção e backup, elimina essas persistências.

As proteções que eliminam a maioria dos vetores de reinfecção: autenticação multifator em todos os acessos privilegiados — VPN, RDP, painel de hipervisores — bloqueia 99,9% dos ataques por credencial comprometida. Backup imutável com regra 3-2-1-1, incluindo uma cópia em Object Lock WORM na nuvem ou fita física air-gapped, garante que nenhuma credencial comprometida consiga destruir todas as cópias simultaneamente. EDR com telemetria centralizada detecta comportamentos de cifragem em massa e deleção de Shadow Copies antes que o ataque se consolide.

Guia Técnico

Quanto Custa Recuperar Ransomware? Prazo e Investimento

O custo de recuperação de ransomware depende de quatro variáveis principais: a variante do malware e o tipo de cifragem aplicada, o escopo do ataque — quantos servidores, VMs e NAS foram afetados —, o histórico de intervenções realizadas antes do diagnóstico e a urgência do atendimento. Um servidor Windows com Phobos e cifragem parcial em arquivos .MDF exige menos horas de engenharia do que um ambiente VMware ESXi com LockBit, 20 VMs cifradas, backups destruídos e três tentativas de restauração malsucedidas. Cada variável adicional aumenta a complexidade e o investimento necessário.

O diagnóstico é gratuito e concluído em até 48 horas com laudo técnico de viabilidade — identificação da variante, escopo do ataque, estratégia forense aplicável e estimativa do percentual recuperável. Em emergências com sistemas críticos fora do ar, o diagnóstico remoto pode ser iniciado em horas após o primeiro contato. A partir do diagnóstico, casos com cifragem parcial e arquivos originais recuperáveis costumam ser concluídos entre 5 e 10 dias úteis. Casos com cifragem completa, backups destruídos ou múltiplos servidores afetados demandam entre 10 e 20 dias úteis. Atendimento emergencial 24×7 reduz esses prazos para situações onde cada hora de downtime tem custo direto mensurável.

A E-Recovery não cobra pelo diagnóstico e opera com política sem dados sem cobrança para a maioria dos casos — a cobrança ocorre apenas após o cliente confirmar os dados recuperados. Em ataques de grande escopo — múltiplos servidores, ambientes virtualizados extensos ou casos com intervenções anteriores que comprometeram as mídias — pode ser aplicada uma taxa de engajamento para início dos trabalhos, acordada previamente com total transparência. Não negociamos com atacantes, não intermediamos pagamentos de resgate e não cobramos por serviços que não executamos — se os dados não puderem ser recuperados pelos nossos métodos, dizemos isso claramente antes de qualquer cobrança.