Av. Prof. Noé de Azevedo, 208 cj. 65 (11) 3422-0066 contato@e-recovery.com.br

Recuperar RAID 0 | Diagnóstico Gratuito ou Emergencial

RAID 0 inacessível, stripe corrompido ou volume desaparecido? No RAID 0 não há redundância — qualquer falha de disco significa perda total imediata. Laboratório em São Paulo/SP com recuperação remota para todo o Brasil — sem necessidade de envio do equipamento. Trabalhamos exclusivamente sobre clones forenses de cada disco com PC-3000 e DeepSpar. 4.9/5 no Google em mais de 120 avaliações ⭐⭐⭐⭐⭐

Atendemos todo Brasil via Sedex ou recuperação remota.

Seu RAID 0 Está com Algum Desses Problemas?

Volume Inacessível / Offline

O array sumiu do sistema operacional ou a controladora informa que um dos discos falhou. No RAID 0 não há redundância — um disco fora significa perda total imediata.

Partição RAW / Pedindo Formatação

O array está online na controladora mas o Windows ou Linux não reconhece o volume, exibindo RAW ou solicitando formatação.

Stripe Corrompido

Os dados foram distribuídos entre os discos mas a sequência de blocos está inconsistente — resultado de queda de energia durante escrita ou bad blocks acumulados.

"Foreign Configuration" / Array Não Reconhecido

A controladora perdeu os metadados do array após troca de hardware, queda de energia ou atualização de firmware. Os discos estão íntegros mas o volume não monta.

Disco Não Reconhecido

Um dos membros do array parou de responder. O volume inteiro torna-se inacessível porque o RAID 0 depende de todos os discos simultaneamente.

Acesso Progressivamente Mais Lento até Parar

Acesso aos arquivos tornou-se progressivamente mais lento até parar completamente — indicativo de bad blocks crescentes em um ou mais discos do stripe.

Especialista em recuperação de RAID

O que é Recuperação de RAID 0?

A recuperação de RAID 0 exige engenharia reversa completa da geometria do array — stripe size, disk order e start offset — parâmetros que a controladora original gerencia internamente e que, quando perdidos por falha de hardware ou firmware, tornam o volume matematicamente inacessível por qualquer ferramenta convencional.

O RAID 0 não tem redundância, não tem paridade e não tem modo degraded — a falha de qualquer disco derruba o array inteiro de forma imediata, pois cada arquivo está fragmentado em blocos distribuídos entre todos os discos do stripe simultaneamente. Isso significa que não há janela de segurança: o momento da falha é o momento crítico, e cada ação incorreta a partir daí reduz permanentemente as chances de recuperação.

A E-Recovery recupera RAID 0 trabalhando completamente fora da controladora original — clonando cada disco individualmente via PC-3000, identificando o stripe size, disk order e start offset por análise hexadecimal, e remontando o volume virtualmente sobre as imagens sem nenhuma escrita nos originais. Se o seu RAID 0 está inacessível, desligue o servidor imediatamente e não tente montar o array novamente. Diagnóstico gratuito em até 48 horas e atendimento emergencial 24×7.

→ Ver guia completo de Recuperação de RAID

Perdeu Dados de RAID 0 por Causa de HD Off-Line ou Array não Monta Mais?

Recuperar RAID 0 exige expertise e acesso controlado aos discos. Envie seu caso para análise especializada pelo formulário abaixo.

O que os Clientes Falam da E-Recovery

Grandes empresas confiam na E-Recovery para recuperar RAID-0, você também pode confiar!

Man smiling while working at a desktop computer in an office; POLITRAN sign on the wall behind him.

Politran, São Paulo/SP

Recuperação de RAID 0 com múltiplas falhas — loop de scandisk, partição colapsada

O Problema

A Politran chegou à E-Recovery após uma tentativa interna frustrada que agravou o cenário original. Um dos discos do arranjo RAID entrou em loop automático de scandisk a cada reinicialização do Windows — o processo foi forçado quatro vezes consecutivas pelo sistema operacional, até que a partição lógica do RAID colapsou e desapareceu definitivamente. O Gerente de TI Sandro Lopes tomou a decisão certa ao interromper as tentativas e buscar uma empresa com hardware profissional e experiência comprovada em engenharia reversa de arrays corrompidos.

O scandisk executado repetidamente sobre um array instável é altamente destrutivo — o sistema tenta corrigir erros lógicos gravando diretamente sobre blocos corrompidos, o que pode eliminar permanentemente os dados válidos. Nossa primeira medida foi o isolamento total das mídias originais, seguido da clonagem bit-a-bit de cada unidade em modo somente leitura para congelar o estado exato dos dados antes de qualquer análise.

Com as imagens Raw Data protegidas, utilizamos o WinHex para mapear manualmente o código hexadecimal. Identificamos os setores de metadados danificados e desalinhados pelas correções automáticas do Windows, reconstruímos os parâmetros lógicos da tabela de partições e emulamos o RAID de forma 100% virtual em laboratório.

O Resultado

Sistema de arquivos reestruturado e totalidade dos dados críticos da Politran extraída com sucesso — revertendo o estrago causado pelo loop do sistema operacional. Atendimento claro e objetivo desde o primeiro contato.

O Cliente: “A escolha foi feita pela experiência em remontar RAID e pelo atendimento sempre positivo e esclarecedor. Fomos bem atendidos e em nenhum momento foram colocados obstáculos no serviço.” — Sandro Lopes, Gerente de TI, Politran

Perguntas Frequentes sobre Recuperação de RAID 0

Sim — mas exclusivamente via laboratório especializado, nunca via controladora. No RAID 0 não existe paridade nem espelhamento — quando um disco falha, o volume colapsa imediatamente. A recuperação é possível porque trabalhamos fora da controladora: clonamos cada disco individualmente com PC-3000, identificamos os parâmetros do stripe e remontamos o array virtualmente sobre os clones. O diagnóstico gratuito determina as chances reais antes de qualquer intervenção.

O stripe size é o tamanho de cada bloco de dados distribuído entre os discos. No RAID 0, cada arquivo é fragmentado em blocos desse tamanho e distribuído sequencialmente entre todos os discos. Para recuperar o array, é preciso identificar o stripe size exato — 64KB, 128KB, 256KB ou outro valor proprietário da controladora. Um stripe size errado na reconstrução virtual gera um volume que monta mas com todos os arquivos corrompidos silenciosamente.

No JBOD os discos são concatenados sequencialmente — os dados de um arquivo ficam inteiros em um único disco até ele estar cheio, depois passam para o próximo. Na recuperação, um disco falhado afeta apenas os arquivos naquele disco. No RAID 0 os dados são distribuídos em stripes entre todos os discos simultaneamente — um único disco falhado fragmenta todos os arquivos do array, tornando o volume completamente inacessível. A recuperação de RAID 0 é significativamente mais complexa.

Em casos muito específicos de corrupção lógica simples — partição RAW ou sistema de arquivos corrompido com todos os discos íntegros — softwares podem ajudar. Mas em qualquer cenário com disco falhado, bad blocks ou controladora que perdeu os metadados, softwares convencionais são ineficazes porque não conseguem identificar o stripe size, o disk order e o start offset corretos. Uma reconstrução com parâmetros errados corrompe permanentemente os dados.

Sim. Com 2 discos a reconstrução virtual é mais direta — dois clones, stripe size e disk order a identificar. Com 4 ou mais discos a complexidade aumenta exponencialmente: cada disco adicional multiplica as combinações possíveis de disk order, e um erro em qualquer posição corrompe o volume inteiro. Arrays de 4+ discos em RAID 0 exigem mais tempo de análise hexadecimal e maior capacidade laboratorial para processar múltiplos clones simultaneamente.

Sim — com ressalvas. Se o disco com bad blocks ainda é reconhecido e a maioria dos setores é legível, o PC-3000 clona o disco com leitura adaptativa, extraindo o máximo possível e mapeando os setores ilegíveis. Na reconstrução virtual, os stripes nos setores danificados ficam com gaps — os arquivos que cruzam esses stripes ficam corrompidos, mas os demais são recuperados integralmente. O diagnóstico determina a extensão dos bad blocks e o volume recuperável antes de qualquer cobrança.

Sim. NAS implementam RAID 0 via software mdadm no kernel Linux — com superblocks gravados nos próprios discos contendo o stripe size e o disk order. A E-Recovery analisa os superblocks mdadm para identificar os parâmetros do array sem depender do NAS original. Casos com NAS inacessível, controladora queimada ou firmware corrompido são tratados com o mesmo protocolo forense dos servidores hardware.

Três regras que preservam as chances de recuperação: (1) desligue o servidor ou NAS imediatamente — não tente reiniciar nem forçar o mount do volume; (2) não troque discos de slot nem altere a ordem dos membros do array — o disk order é um parâmetro crítico para a reconstrução virtual; (3) não execute nenhum comando de reparo no volume — CHKDSK, fsck ou qualquer utilitário de reparo pode sobrescrever os metadados que ainda permitiriam identificar os parâmetros do stripe.

Sim — a reconstrução virtual em laboratório não depende da controladora física. Via PC-3000 e análise hexadecimal direta dos clones, identificamos o stripe size, o disk order e o start offset sem precisar do hardware original. Casos com controladora queimada, NAS inacessível ou hardware indisponível são rotina no laboratório da E-Recovery.

O diagnóstico é gratuito e o orçamento é apresentado antes de qualquer intervenção. Só cobramos se os dados forem recuperados com sucesso. O valor varia conforme o número de discos, estado físico das unidades, presença de bad blocks e complexidade da identificação dos parâmetros do stripe. Entre em contato para avaliação sem compromisso.

Perdeu Dados de RAID 0 por Causa de Disco Off-Line ou Array não Monta Mais?

Recuperar RAID 0 exige expertise e acesso controlado aos discos. Envie seu caso para análise especializada pelo formulário abaixo.

Endereço:

Av Professor Noé de Avevedo 208 cj 65 - Vila Mariana - São Paulo/SP - CEP 04117-000

Telefone / WhatsApp

Voz: (11) 3422-0066

WhatsApp: (11) 93075-5919

E-Mail

contato@e-recovery.com.br

FORMULÁRIO DE SOLICITAÇÃO DE ORÇAMENTO:

Orçamento

Guia Técnico

Como Funciona o Striping no RAID 0 e Por Que a Falha é Sempre Catastrófica

O RAID 0 opera sobre um princípio simples e radical: dividir cada arquivo em blocos de tamanho fixo (chunks) e distribuí-los sequencialmente entre todos os discos do array de forma simultânea. Um arquivo de 512 KB em um RAID 0 com dois discos e chunk size de 128 KB será gravado com os primeiros 128 KB no disco 0, os próximos 128 KB no disco 1, os seguintes 128 KB de volta no disco 0, e assim por diante. O resultado é velocidade de leitura e escrita próxima à soma dos discos — e zero tolerância a falhas.

A ausência de paridade é a característica definidora do RAID 0. Não existe bloco de verificação, não existe cópia espelhada, não existe mecanismo de reconstrução nativo. Cada disco contém exatamente metade (ou um terço, um quarto, dependendo do número de membros) de cada arquivo — e não a metade completa de nenhum arquivo. Um arquivo de 1 GB está literalmente partido em centenas de fragmentos distribuídos entre todos os discos. Com qualquer disco fora, esses fragmentos tornam-se órfãos — matematicamente irrecuperáveis pela via convencional.

O ponto que a maioria dos administradores subestima é que o RAID 0 não entra em modo degraded — ele colapsa instantaneamente. Não há aviso, não há janela de segurança, não há tempo para backup de emergência. O volume desaparece no momento exato em que o disco falha. Isso torna o RAID 0 o cenário de maior urgência em laboratório de recuperação de dados: cada minuto adicional de operação após a falha aumenta o risco de dano nos discos remanescentes.

O chunk size é o parâmetro mais crítico para a recuperação. Valores padrão variam entre 16 KB e 512 KB dependendo da controladora e do uso — storages de edição de vídeo frequentemente usam chunks grandes (256 KB ou 512 KB) para maximizar throughput sequencial, enquanto servidores de banco de dados preferem chunks menores (64 KB) para operações aleatórias. Um chunk size incorreto na reconstrução virtual embaralha completamente a sequência dos blocos, tornando os dados irrecuperáveis mesmo com todos os discos íntegros.

Guia Técnico

Reconstrução Virtual de RAID 0 Sem Controladora: Como Identificamos os Parâmetros

A recuperação de RAID 0 sem a controladora original é tecnicamente mais desafiadora que o RAID 5 em um aspecto específico: no RAID 5, a paridade serve como âncora matemática para validar a reconstrução — se a paridade fecha, os parâmetros estão corretos. No RAID 0 não existe essa âncora. A única forma de confirmar que o stripe size, o disk order e o start offset estão corretos é montar o volume virtualmente e verificar se o sistema de arquivos é reconhecido e coerente.

O processo começa com a clonagem forense de cada disco com PC-3000 ou DeepSpar. O PC-3000 utiliza comandos de firmware de baixo nível para extrair setores instáveis sem forçar o desgaste mecânico — fundamental em discos que falharam sob carga, onde as cabeças podem estar em estado crítico. Com os clones gerados, nenhuma operação adicional é feita nos discos originais.

A identificação do disk order é feita por análise das assinaturas de metadados nos primeiros setores de cada clone. Controladoras como Dell PERC e HPE Smart Array gravam identificadores únicos do array em cada disco membro — incluindo o número de sequência lógica do disco no array. Quando esses metadados estão íntegros, o disk order é determinado em minutos. Quando a controladora foi substituída ou os metadados foram sobrescritos, o processo exige análise hexadecimal comparativa entre os primeiros blocos de cada disco para identificar padrões de continuidade de dados.

O stripe size é determinado por análise de frequência de padrões nos clones. Estruturas de sistema de arquivos como a MFT do NTFS, o superbloco do EXT4 ou o inode table do XFS têm posições conhecidas e tamanhos fixos. Ao cruzar a posição esperada dessas estruturas com o offset real encontrado nos clones, é possível calcular matematicamente o chunk size utilizado. Em casos onde o sistema de arquivos está corrompido, utilizamos padrões de cabeçalho de arquivos conhecidos (JPEG, PDF, DOCX) como âncoras para validar o stripe size por tentativa controlada.

O start offset — espaço reservado antes do início real dos dados do array — varia entre 0 e alguns megabytes dependendo da controladora. Dell PERC reserva tipicamente 2 MB por disco para metadados proprietários. HPE Smart Array utiliza esquemas variáveis. NAS com firmware próprio (QNAP, Synology) podem ter offsets completamente diferentes dos padrões de mercado, exigindo análise específica do firmware de cada fabricante.

Guia Técnico

RAID 0 em NAS e Ambientes de Edição de Vídeo: Riscos e Particularidades

O RAID 0 é amplamente adotado em dois contextos distintos: produtoras de vídeo e animação, que precisam de throughput máximo para manipular arquivos RAW de câmeras profissionais (RED, ARRI, Sony Venice), e pequenas empresas que configuram NAS com RAID 0 para maximizar capacidade sem compreender a ausência de proteção.

Em ambientes de edição de vídeo, o RAID 0 é frequentemente implementado em DAS (Direct Attached Storage) com discos SAS de 15.000 RPM ou SSDs NVMe em configuração multi-disco. O chunk size nesses ambientes é tipicamente grande — 256 KB ou 512 KB — para favorecer leituras sequenciais longas de arquivos de vídeo. A particularidade da recuperação nesses casos é o volume de dados: arrays de edição raramente têm menos de 20 TB, e a clonagem forense de cada disco pode levar entre 8 e 48 horas por unidade dependendo do estado das cabeças e da densidade de bad blocks.

O segundo desafio específico de ambientes de vídeo é o sistema de arquivos. Estações Apple com Final Cut Pro frequentemente formatam o RAID 0 em HFS+ ou APFS — sistemas com estruturas de metadados completamente diferentes do NTFS. Ambientes Linux com DaVinci Resolve usam EXT4 ou XFS. Cada sistema de arquivos tem seu próprio esquema de recuperação de metadados corrompidos, e a identificação correta do filesystem é o primeiro passo antes de qualquer tentativa de reconstrução virtual.

Em NAS configurados com RAID 0 — especialmente QNAP e Synology — existe uma camada adicional de complexidade: o firmware do NAS implementa o RAID via software (Linux MD RAID ou similar) com parâmetros que podem divergir dos padrões de mercado. O superbloco do MD RAID contém o stripe size, o disk order e o UUID do array — mas quando o NAS falha por firmware corrompido, esse superbloco pode estar inconsistente entre os discos. A recuperação exige leitura direta dos superblocos em cada clone e reconstrução manual do array via mdadm em ambiente controlado, sem montar o volume até confirmar a consistência de todos os parâmetros.

Guia Técnico

RAID 0 vs JBOD: Diferenças Críticas para a Recuperação

RAID 0 e JBOD (Just a Bunch of Disks) são frequentemente confundidos porque ambos combinam múltiplos discos em um único volume lógico sem redundância. A diferença é fundamental — e tem impacto direto na complexidade e nas chances de recuperação.

No RAID 0, os dados são distribuídos em stripes entre todos os discos simultaneamente. Um arquivo de 1 GB está fragmentado em centenas de blocos distribuídos entre todos os membros do array. A falha de qualquer disco torna todos os arquivos parcialmente inacessíveis — não existe nenhum arquivo completo em nenhum disco individual.

No JBOD, os discos são concatenados sequencialmente. O sistema enxerga um único volume, mas internamente os dados são gravados no primeiro disco até ele encher, depois no segundo, e assim por diante. Um arquivo de 1 GB gravado quando o primeiro disco tinha 800 MB livres estará 800 MB no disco 0 e 200 MB no disco 1 — mas arquivos menores que o espaço disponível no disco atual estão inteiros em um único membro.
Do ponto de vista de recuperação, o JBOD é significativamente mais simples: a falha do segundo disco de um JBOD de dois membros deixa todos os dados do primeiro disco completamente intactos e acessíveis. A recuperação se concentra exclusivamente no disco falho, sem necessidade de reconstrução de stripe ou identificação de parâmetros do array.

O problema é que controladoras modernas — especialmente em NAS — às vezes implementam o que chamamos de JBOD com striping parcial: os primeiros setores de cada disco contêm metadados do array com parâmetros que se assemelham ao RAID 0, mas a distribuição de dados segue uma lógica híbrida não documentada. Nesses casos, a distinção entre RAID 0 e JBOD só é confirmada pela análise hexadecimal dos primeiros e últimos setores de cada disco — e a abordagem de recuperação é definida a partir dessa análise, não da configuração declarada pelo cliente ou pelo fabricante do NAS.

Guia Técnico

Por Que Softwares de Recuperação Falham no RAID 0 com Dano Físico

Softwares de recuperação de dados como EaseUS, Disk Drill e R-Studio funcionam bem em um cenário específico: todos os discos do array estão fisicamente íntegros e o problema é exclusivamente lógico — partição corrompida, formatação acidental, arquivos deletados. Nesses casos, o software consegue montar o array virtualmente, escanear o sistema de arquivos e recuperar os dados. É uma solução válida e suficiente.

O problema começa quando o RAID 0 falhou por dano físico — e essa é exatamente a causa mais comum de falha catastrófica em RAID 0. Bad blocks, cabeças de leitura danificadas, motor travado, placa eletrônica queimada. Nesse cenário, o software tenta ler o disco com dano físico repetidamente, forçando as cabeças a passar pelo mesmo setor defeituoso dezenas de vezes. Cada passagem adicional sobre um setor instável aumenta o risco de arranhão na superfície magnética — dano permanente e irreversível que elimina qualquer chance de recuperação posterior em laboratório.

O segundo problema é estrutural: para montar o array virtualmente, o software precisa que todos os discos estejam respondendo normalmente ao sistema operacional. Um disco com bad blocks severos ou falha de firmware não aparece no gerenciador de dispositivos — ou aparece e some intermitentemente. O software simplesmente não consegue incluí-lo no array virtual, e sem todos os membros o RAID 0 é matematicamente irreconstruível por essa via.

O terceiro problema é o chunk size. Softwares como o Disk Drill tentam detectar automaticamente o stripe size por varredura heurística — um processo que funciona razoavelmente bem em arrays simples com configurações padrão. Em RAID 0 implementado por controladoras proprietárias (Dell PERC, HPE Smart Array, firmware Synology ou QNAP), o chunk size pode ser não-padrão e os metadados do array estão em formato proprietário que o software não consegue interpretar. O resultado é uma reconstrução com stripe size incorreto — o volume monta, os arquivos aparecem na listagem, mas o conteúdo de cada arquivo está embaralhado e corrompido.

Em laboratório, o processo é fundamentalmente diferente. O PC-3000 e o DeepSpar não dependem do sistema operacional para acessar o disco — eles comunicam diretamente com o firmware do disco via protocolo ATA/SCSI, contornando os mecanismos de erro que travam o acesso convencional. Setores instáveis são lidos com comandos específicos de recuperação de baixo nível, com controle preciso do número de tentativas por setor e da velocidade de leitura das cabeças. O disco é estabilizado antes de qualquer análise lógica — e toda a operação é feita sobre clones, preservando os originais intactos para uma segunda tentativa caso necessário.

Se o seu RAID 0 falhou e um ou mais discos apresentam sintomas físicos — barulho, não reconhecimento, lentidão extrema, SMART com erros críticos — a tentativa com software não apenas não vai funcionar como pode inviabilizar a recuperação em laboratório. A primeira tentativa é sempre a mais importante.

Guia Técnico

O que Nunca Fazer quando o RAID 0 Falha

No RAID 0, cada ação incorreta após a falha reduz permanentemente as chances de recuperação — porque sem paridade e sem espelhamento, não existe segundo caminho para os dados. A primeira tentativa é sempre a mais importante.

A ação mais destrutiva é tentar rodar softwares de recuperação diretamente sobre os discos com dano físico. Como detalhado na seção anterior, softwares convencionais forçam leituras repetidas sobre setores instáveis — agravando progressivamente o dano mecânico das cabeças até o ponto do Head Crash, que risca fisicamente a superfície magnética e destrói os dados de forma irreversível. Se qualquer disco do array apresenta barulho de clique, lentidão extrema, não reconhecimento ou SMART com erros críticos, o software não vai funcionar e vai piorar o estado do disco.

A segunda ação mais destrutiva é manter o servidor ligado após a falha. Cada minuto de operação após o colapso do array aumenta o risco de dano adicional nos discos remanescentes — que estão operando sob estresse após perder um membro. Em configurações com discos que compartilham o mesmo backplane ou cabo de dados, um pico elétrico de um disco falhado pode propagar dano elétrico para os discos adjacentes. Desligue imediatamente.

Trocar discos de slot é o erro mais comum em tentativas de diagnóstico improvisado — o técnico remove os discos para testar individualmente e os reinsere em ordem diferente. No RAID 0, o disk order é o parâmetro mais crítico para a reconstrução: cada posição no array tem um offset específico que determina quais blocos de cada arquivo estão naquele disco. Qualquer alteração na ordem sem documentação prévia da configuração original torna a reconstrução significativamente mais difícil e pode torná-la impossível se os metadados da controladora também estiverem comprometidos.

Formatar qualquer disco do array — mesmo o que aparece como saudável — destrói os metadados que a controladora gravou nos primeiros setores. Esses metadados contêm o stripe size, o disk order e o UUID do array — informações que a engenharia forense usa para identificar os parâmetros corretos antes da reconstrução virtual. Sem eles, o processo depende exclusivamente de análise hexadecimal comparativa, que é mais demorada e tem menor margem de certeza.

Guia Técnico

O que Fazer nas Primeiras Horas após uma Falha de RAID 0

O RAID 0 não tem modo degraded — quando falha, falha completamente. Não há janela de segurança, não há tempo para backup de emergência, não há segundo disco para compensar. O que determina se a recuperação será possível não é o que você faz nas próximas horas — é o que você deixa de fazer.

O primeiro passo é desligar o servidor imediatamente após identificar a falha. Não tente diagnosticar com o sistema ligado, não tente acessar o volume via sistema operacional e não tente montar os discos em outro computador. Cada operação adicional sobre discos que podem estar fisicamente comprometidos aumenta o risco de dano irreversível.

O segundo passo é documentar o estado do array antes de qualquer intervenção física: fotografar o painel da controladora ou a interface web do NAS com as mensagens de erro, registrar os modelos e números de série de cada disco, anotar a ordem física exata de cada disco em cada baia e verificar se houve queda de energia, pico elétrico, superaquecimento ou impacto físico nas horas anteriores à falha. Essa informação é crítica para o diagnóstico forense — especialmente o disk order, que não pode ser recuperado depois se os metadados da controladora estiverem comprometidos.

O terceiro passo é avaliar os sintomas físicos de cada disco antes de encaminhar. Discos que emitem barulho de clique ou raspagem, que não aparecem no BIOS ou que aparecem e somem intermitentemente indicam dano físico — e exigem tratamento forense especializado antes da clonagem. Informe esses sintomas ao laboratório no primeiro contato — isso determina o protocolo de estabilização necessário antes da extração das imagens brutas.

Guia Técnico

Quanto Custa Recuperar RAID 0? Prazo e Investimento

O custo de recuperação de RAID 0 é determinado por quatro variáveis principais: o número de discos do array e o volume total de dados, o estado físico de cada disco, o tipo de controladora e o histórico de intervenções anteriores. Um RAID 0 com dois discos de 2TB e falha estritamente lógica — disco não reconhecido por problema de firmware, sem dano físico — exige menos horas de engenharia do que um array de 8 discos de 18TB onde dois membros sofreram Head Crash e houve tentativa prévia de recuperação com software. Cada variável adicional aumenta a complexidade do processo e o investimento necessário.

O prazo segue a mesma lógica. O diagnóstico é gratuito — em até 48 horas em casos convencionais ou emergencial em até 8 horas. Em casos com discos fisicamente instáveis, arrays de grande capacidade ou necessidade de estabilização via PC-3000 antes da clonagem, a avaliação forense prévia pode demandar prazo adicional, definido após avaliação inicial. A partir do diagnóstico, casos com falha estritamente lógica e discos fisicamente íntegros costumam ser concluídos entre 3 e 7 dias úteis. Casos com dano físico em um ou mais discos, arrays de alta capacidade em produção audiovisual ou configurações com controladora proprietária e metadados comprometidos demandam entre 7 e 20 dias úteis. Atendimento emergencial 24×7 reduz esses prazos para situações onde cada hora de downtime tem custo direto para a operação.

A E-Recovery não cobra pelo diagnóstico e opera com política sem dados sem cobrança para a maioria dos casos — a cobrança ocorre apenas após o cliente visualizar e confirmar remotamente os dados recuperados. Em arrays de grande porte ou complexidade técnica excepcional — RAID 0 com muitos discos, dano físico em múltiplas mídias ou casos com intervenções anteriores extensas — pode ser aplicada uma taxa de engajamento para início dos trabalhos, acordada previamente com total transparência antes de qualquer decisão. Atendemos todo o Brasil via Sedex com validação remota dos dados antes do pagamento.